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Telecom Italia é pressionada por dívida e incerteza sobre investidor

As ações da Telecom Italia recuaram forte com os temores quanto ao endividamento da empresa e um possível atraso na entrada de um novo investidor estratégico. Os papéis fecharam em queda de 2,4%, em 0,93 euro, na Bolsa de Milão.

Agência Estado |

Traders disseram que os temores sobre a dívida de 37 bilhões de euros da Telecom Italia, que no Brasil controla a TIM, ajudaram a pressionar as ações em meio à turbulência do mercado.

Durante o pregão, os papéis atingiram a mínima em dez anos de 0,86 euro, preço muito próximo do nível de 0,85 euro em que o grupo controlador Telco seria forçado a colocar sua participação de 25% na Telecom Italia como colateral da dívida da Telco, ou seja, como ativos que garantiriam o pagamento dos débitos. A Telco é formada pela gigante espanhola Telefónica e as italianas Intesa Sanpaolo, Generali, Mediobanca e a Sintonia, holding da família Benetton.

De acordo com notícia, não confirmada, do jornal MF, um acordo com os bancos credores da Telco determina que 17% das ações da Telecom Italia sejam mantidas como colateral da dívida da Telco. Se as ações caírem a 0,85 euro, esta condição seria estendida aos 25% da Telecom nas mãos da controladora, diz o jornal.

O presidente executivo da Telecom Italia, Franco Bernabe, disse em um e-mail enviado hoje aos empregados da companhia que o nível de endividamento da empresa não é preocupante. "Nossa situação de dívida não nos preocupa. Temos capacidade de cumprir com todas as nossas obrigações pelos próximos dois anos sem ter que recorrer ao mercado", afirmou na nota interna.

O recuo das ações da empresa coloca em questão os planos de recapitalização do grupo italiano, que pode envolver investimentos de fundos soberanos da Líbia, Rússia, Catar e Emirados Árabes Unidos. Tal operação pode gerar novos recursos de cerca de 3 bilhões de euros.

"Obviamente a queda nas ações está congelando a entrada de um novo parceiro", disse à Dow Jones uma pessoa familiarizada com a questão. Um porta-voz do grupo disse que não houve desenvolvimento no comunicado da companhia emitido em 25 de setembro, que dizia que a empresa tinha recebido indicações de interesse de possíveis parceiros, mas nenhuma oferta concreta.

O regulador de mercados da Italia, Consob, pediu ao principal acionista da Telecom Italia, a Telco, para informar ao mercado seus planos para os 25% que detém da empresa, de acordo com uma fonte. Esta fonte disse ainda que o Consob pediu que a Telco esclareça suas intenções quanto ao futuro estratégico da Telecom Italia em vista das fortes perdas registradas nas ações da companhia recentemente. "O Consob pediu que a Telco informe ao mercado sobre possíveis informações privilegiadas que poderiam ter tido impacto nas ações da Telecom Italia", disse a fonte. As informações são da Dow Jones.

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