Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Técnicos encontram ferrugem, apesar do vazio sanitário no MT

São Paulo, 17 - Vistoria realizada por técnicos do governo estadual e de entidades agropecuárias entre os dias 7 e 15 deste mês constatou a presença do fungo da ferrugem asiática em 42 de 50 áreas de plantio de soja do Mato Grosso, de acordo com informações da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja). O vazio sanitário, período em que é proibido plantar soja e a eliminação de lavouras remanescentes é obrigatória, vigora desde o dia 15 de junho no MT.

Agência Estado |

A ferrugem asiática é uma das doenças que mais causam prejuízos aos produtores brasileiros. Além de reduzir a produtividade, o custo de controle é alto.

Os focos de fungos foram encontrados em áreas onde existe a chamada soja guaxa ou tigüera. Trata-se do grão que fica nas lavouras após a colheita e germina mais tarde. A eliminação da soja guaxa é obrigatória e no Mato Grosso, assim como em mais oito Estados brasileiros, o plantio de soja entre junho e setembro é proibido para evitar a disseminação da ferrugem. O produtor que desrespeitar a determinação pode ser multado pelos órgãos fiscalizadores.

A vistoria ocorreu durante a 1ª Rodada de Avaliação do Vazio Sanitário, que contou com a participação de técnicos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV/MT), do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT), e do consultor PhD em fitopatologia, José Tadashi Yorinori.

A eliminação da soja guaxa deve ser feita imediatamente pelos produtores para evitar possíveis prejuízos na safra. Neste ano, segundo o comunicado da Aprosoja, o clima está propício para a proliferação do fungo.

Manejo

O comunicado ressalta também como fundamental a manutenção das demais estratégias de manejo já recomendadas (vazio sanitário, destruição de plantas guaxas ou tigüeras, plantio antecipado, uso de variedades precoces, monitoramento efetivo, aplicações preventivas ou nos primeiros sintomas, qualidade da aplicação, uso da dose recomendada, rotação de culturas, etc.) para frear a proliferação da ferrugem. E cabe ao produtor colocar em prática essas medidas.

O coordenador da CDSV, Wanderlei Guerra, informa que dos 50 pontos visitados, apenas oito tinham autorização para plantarem por serem localidades produtoras de sementes. Guerra explica que a equipe percorreu 3,5 mil quilômetros e que a cada 60 quilômetros, no mínimo, foi encontrado um foco de soja guaxa com ferrugem. "O perigo já está instalado em todas as regiões do Estado", afirmou.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG