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Taxas futuras de juros caem forte após decisão do BC

O mercado futuro de juros inicia a quinta-feira ajustando-se à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de cortar a taxa Selic em um ponto porcentual, para 12,75% ao ano. Embora essa hipótese ontem não estivesse descartada no cenário dos especialistas, ela não estava precificada.

Agência Estado |

Por isso, a curva de juros projetada a partir das taxas dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) vai sofrer correção hoje na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A queda mais forte será nos contratos de vencimento curtos, que deverão contemplar não apenas uma taxa Selic de 12,75% ao ano, como também a grande chance de haver um novo corte de um ponto porcentual da taxa no encontro do Copom de março. Essa aposta já deve ser a majoritária, mesmo com o placar dividido da reunião de ontem (5 votos pelo corte de 1 ponto e 3 votos a favor de uma redução de 0,75 ponto porcentual).

Mas, para operadores, a reação mais provável do mercado é a de ampliar a inclinação positiva da curva de juros. Se o BC está cortando mais a Selic agora, isso indica que sua estratégia pode ser de fazer um ciclo de alívio monetário vigoroso, mas mais curto. Logo, é natural que os contratos longos, com vencimentos a partir de janeiro de 2010, caiam menos do que os curtos.

A discussão agora será qual deverá ser o tamanho total do ciclo de alívio monetário. Enquanto alguns analistas acreditam que o Copom deverá reduzir a Selic em 2,5 pontos porcentuais, outros já falavam, antes mesmo da decisão de ontem, em um corte total de quatro pontos. Essa dúvida é que definirá o jogo nos contratos mais longos, onde há mais liquidez e mais oportunidade de ganho para os investidores. Assim, os próximos indicadores econômicos terão influência direta sobre o comportamento desse trecho da curva.

Nesta manhã, o IBGE informou que a taxa de desemprego em dezembro caiu para 6,8%, de 7,6% em novembro, abaixo do piso das estimativas (7% a 7,8%). Vale observar que, diferentemente do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, a pesquisa do IBGE inclui empregos informais, sem carteira assinada, que tradicionalmente crescem no final do ano.

Às 9h33, na BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2010 projetava taxa de 11,05% ao ano, ante 11,15% no ajuste de ontem; o DI de janeiro de 2012 tinha taxa de 11,22% (11,32% ontem); e o DI de julho de 2009 projetava taxa de 11,77% ao ano (11,91% ontem).

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