Bruxelas, 1 out (EFE).- As taxas de desemprego se mantiveram altas em agosto pelo sétimo mês consecutivo na União Europeia (UE) e pelo quarto mês seguido na zona do euro, dados que confirmam a necessidade de reformas estruturais nos Estados-membros, segundo disse hoje um porta-voz da Comissão Europeia (órgão executivo da UE).

Bruxelas, 1 out (EFE).- As taxas de desemprego se mantiveram altas em agosto pelo sétimo mês consecutivo na União Europeia (UE) e pelo quarto mês seguido na zona do euro, dados que confirmam a necessidade de reformas estruturais nos Estados-membros, segundo disse hoje um porta-voz da Comissão Europeia (órgão executivo da UE). Na zona do euro, o desemprego permanece estacionado em 10,1% desde maio passado, enquanto na UE a taxa continua em 9,6% desde fevereiro, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, o órgão oficial de estatísticas da UE. Na Espanha, no entanto, o desemprego continuou a crescer e subiu 0,2 ponto em agosto, alcançando o novo teto de 20,5%, o que mantém o país como o Estado com maior desemprego da UE e que supera, em dobro, os números dos outros membros da zona do euro. Em entrevista à Agência Efe, o porta-voz de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Amadeu Altafaj, disse que os dados confirmam que "apesar de haver recuperação econômica na UE e na zona do euro, isto não se traduz ainda nos níveis de emprego". Além disso, acrescentou Altafaj, as altas taxas de desemprego "confirmam a posição da Comissão Europeia, que considera que, enquanto não sejam feitas grandes reformas estruturais, não será possível explorar todo o potencial de emprego das economias do bloco". O porta-voz destacou que a UE deve decidir se prefere "o crescimento moderado, praticamente estagnado, ou tomar decisões que possam ser mais difíceis hoje, mas que geram mais emprego e crescimento sustentável amanhã". Depois da Espanha, as maiores taxas de desemprego são as da Letônia (19,5%) e Estônia (18,6%), embora os dados destes dois países correspondam ao segundo trimestre de 2010. No outro extremo se manteve a Áustria, com 4,3%, o mesmo número registrado no mês anterior, seguido da Holanda, com 4,5%, um décimo a menos do que em julho. Nos últimos 12 meses, o número de desempregados aumentou em 890 mil de pessoas em toda a UE e em 560 mil entre os países da zona do euro. EFE ahg/mm/ma

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