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Taxa Selic caiu no momento adequado, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que os juros no Brasil foram reduzidos no momento adequado. Rebatendo críticas de que a autoridade monetária teria demorado para atuar diante da crise, ele considerou que o governo agiu rápida e prontamente, com diversas medidas.

Agência Estado |

No caso do BC, a atuação passou pela liberação dos compulsórios, pelas linhas externas para exportação e pela venda de dólar nos mercados futuro e à vista. Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 1 ponto, para 12,75% ao ano. O governo, lembrou, também atuou ao reduzir o IPI, por exemplo.

Para ele, essa série de medidas é uma das razões pelas quais o Brasil é apontado como um país com melhores condições de passar pela crise. "Não há dúvida de que a avaliação é de uma crise severa, mas ela não afeta as diversas regiões da mesma maneira", afirmou, depois de participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Os Estados Unidos, por exemplo, tinham uma sociedade excessivamente endividada, que agora passa pelo processo de desalavancagem - portanto, um problema mais profundo. Na China, a dificuldade atual é a dependência de exportações aos EUA, mas não há planos de resgate de bancos. "Políticas como essas não se fazem por analogias." Já o Brasil foi afetado primeiro pelo crédito internacional e depois pelas exportações.

Respondendo sobre a possível intervenção do governo federal sobre o corte de juros, Meirelles disse que "quem leu a ata do Copom hoje (ontem) entendeu que a decisão foi técnica e sintonizada com o conceito de autonomia que temos do governo Lula". Ele disse que entende o desejo para que as taxas no Brasil sejam as mais baixas possíveis. No entanto, é preciso considerar que há efeitos colaterais a serem levados em conta. "A decisão precisa ser a melhor para o País, pois não podemos substituir a crise externa por uma crise interna, como já ocorreu no passado."

Segundo Meirelles, existe grande dispersão de estimativas sobre o crescimento de emergentes neste ano. "Há muita incerteza, principalmente para quem olha de longe. Isso significa que os analistas divergem sobre os efeitos da propagação da crise."
A projeção atual do BC para o Brasil é de crescimento de 3,2% neste ano. Mas o Banco de Compensações Internacionais (BIS) espera 2,8%, o Fundo Monetário Internacional (FMI), 1,8% e o Instituto de Finanças Internacionais (IFF), mais pessimista, estima 0,8%.

Meirelles disse que o número do BC para o PIB brasileiro será revisado em março, na divulgação trimestral do relatório de inflação. "A revisão refletirá o estado da economia no momento", afirmou, sem responder se haverá alteração para baixo.

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