Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Taxa de rolagem de empréstimos externos melhora, mas ainda é baixa

BRASÍLIA - Empresas brasileiras continuam sem conseguir recursos suficientes para cobrir o vencimento de seus compromissos no exterior. Com a continuidade da baixa liquidez internacional decorrente da crise, a taxa geral de rolagem de dívidas do setor privado em janeiro até hoje está em 53%, uma ligeira melhora sobre os 47% registrados em dezembro.

Valor Online |

"Vemos o crédito no mercado internacional ainda muito seco", comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, ao divulgar os dados.

"Nossa expectativa é de regularização desse fluxo nos próximos meses, porque nos primeiros dias do mês a taxa de rolagem estava mais alta, bem melhor do que em dezembro", continuou Lopes, depois de confessar que uma normalização só é esperada para o segundo semestre do ano.

Os números do BC mostram que após o aprofundamento da crise mundial, em setembro, a taxa de rolagem de captações e empréstimos de médio e longo prazos caiu para 22% em novembro. Ou seja, de cada US$ 100 vencendo, só US$ 22 foram refinanciados. A média do ano, porém, ficou em 109%.

Em dezembro, a taxa geral de 47% foi resultado de 341% no refinanciamento de principal de empréstimos diretos, enquanto os papéis (bônus e notes) tiveram uma média de apenas 26%. Para amortizações de R$ 2,25 bilhões, as empresas obtiveram R$ 1,146 bilhão.

Já em janeiro até hoje, segundo Lopes, a rolagem de papéis está em 40% e os empréstimos em moeda apresentam taxa de 131%. Para 2009, a autoridade monetária mantém a expectativa positiva para uma média em torno dos 100% de rolagem.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG