Rio de Janeiro, 5 set (EFE).- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto foi de 0,28%, seu menor nível desde setembro do ano passado (0,18%), depois de ter acumulado no primeiro semestre sua maior alta em cinco anos como conseqüência da alta dos preços dos alimentos, informou hoje o Governo.

A taxa de agosto foi quase a metade da de julho deste ano (0,53%) e ficou 0,19 pontos percentuais abaixo da registrada no mesmo mês do ano passado (0,47%), segundo o relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, a inflação acumulada nos oito primeiros meses de 2008 chegou a 4,48%, muito acima dos 2,80% medidos entre janeiro e agosto do ano passado.

O índice anual até agosto ficou em 6,17%, abaixo dos 6,37% registrado entre setembro de 2006 e agosto de 2007.

Tais índices ameaçam a meta do Governo de fechar o ano com uma taxa de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais.

Segundo as últimas previsões do Banco Central, a inflação deste ano será de 6%. Os economistas dos bancos privados consultados pelo BC calculam que o Brasil fechará o ano com uma inflação de 6,4%.

A inflação, que no primeiro semestre deste ano subiu significativamente como conseqüência da crise mundial dos alimentos e da alta de seus preços, vem diminuindo desde julho graças a uma menor pressão desses produtos.

Segundo o IBGE, os preços dos alimentos foram os que mais pressionaram o índice para baixo no mês passado, pois após terem subido 1,05% em julho, registraram uma queda de 0,18% em agosto (deflação).

"A maioria dos produtos alimentícios registrou redução de preços de um mês para o outro, com destaque para o tomate (que tinha subido 10,59% em julho e caiu 36,91% em agosto), a batata (que caiu 6,55%) e o feijão (-6,46 %)", segundo o comunicado do organismo.

No índice de agosto também influiu a redução de 0,25% no preço do litro de gasolina.

O índice de inflação do país, medido pelo instituto desde 1980, estabelece a variação de preços em 11 das maiores cidades do país para as famílias com renda entre US$ 239,8 e US$ 9.595,4 mensais.

EFE cm/ab/rr

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