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Taxa de inadimplência das famílias em agosto é a mais alta desde 2006

BRASÍLIA - A taxa de inadimplência das famílias chegou a 7,5% em agosto, valor mais alto desde dezembro de 2006 (7,6%). O cheque especial (9%) e a compra de bens financiados (13,8%) tiveram as taxas mais altas. Para a compra de carros, a inadimplência está em 3,7% e para o crédito pessoal, em 5,3%. Os dados são do Banco Central, que considera como inadimplência atrasos superiores a 90 dias.

Agência Brasil |

No caso do cheque especial, é considerada inadimplência quando o cliente bancário continua usando o crédito e não cobre o valor financiado por mais de 90 dias.

Mas, para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o crescimento da taxa de inadimplência reflete o aumento do custo do crédito.

A taxa de captação subiu e o custo final ao tomador subiu. Isso leva a um certo aumento na inadimplência, o que não é nada preocupante, disse Lopes. A taxa de inadimplência do cheque especial sempre foi alta, assim como aquisição de bens, acrescentou. 

Para as empresas, a taxa de inadimplência se mantém em 1,7% nos meses de junho, julho e agosto deste ano. A taxa total permanece 4,2% em agosto, a mesma  registrada no mês anterior.

A diferença entre custo de captação e taxa cobrada em um empréstimo, chamada de spread, no total, chegou a 26,2 pontos percentuais, a maior desde abril de 2007 (26,4 pontos percentuais).

Para as empresas, o spread ficou em 14,9 pontos percentuais, o mais elevado desde fevereiro de 2006 (15 pontos percentuais). No caso das pessoas físicas, essa taxa ficou em 37,6 pontos percentuais, a mais alta desde março de 2007 (38 pontos percentuais).

 

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