Apesar do crescimento recorde da Formação Bruta de Capital Fixo, de 26,5% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a taxa de investimento ainda não recuperou o patamar verificado antes da crise financeira. Os investimentos equivaleram a 17,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de abril a junho. O percentual supera o indicador do primeiro trimestre (15,8%), mas ainda é menor que o registrado no mesmo período do ano passado (18,4%).
A expansão dos investimentos foi mais que suficiente para superar a queda de 16% registrada no segundo trimestre de 2009. Na esteira das encomendas crescentes de máquinas e equipamentos, a indústria avançou 13,8%, segundo a gerente da coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Produtos de metal, veículos, material eletrônico, produtores de madeira, são alguns destaques citados pelo IBGE. “Vários desses setores estão ligados aos investimentos”, diz Rebeca.
A construção civil também reflete em parte o avanço dos investimentos. Embalado pelo crédito imobiliário, o setor cresceu 16,4% no segundo trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. Como consequencia, o emprego no setor avançou 9,8% na ocasião.
Os serviços avançaram 5,6% no mesmo período, refletindo bons ventos do comércio (11,8%), do segmento de transportes (11,2%) e das atividades de intermediação financeira (9,8%).
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