O grupo indiano Tata Motors anunciou nesta quarta-feira a suspensão da construção de uma fábrica que produziria o carro mais barato do mundo, o Nano, após uma onda de manifestações contrárias ao projeto.

O maior grupo automobilístico indiano, filial do conglomerado Tata, estabeleceu como meta vender a partir de outubro na Índia o Nano, o carro mais barato do mundo, que custará 2.500 dólares.

A Tata constrói uma fábrica em Singur, no estado de Bengala Ocidental, para produzir o Nano, mas após as manifestações estuda transferir a produção para outro local, dentro da Índia.

A construção e os trabalhos da fábrica Nano em Singur foram suspensos na sexta-feira passada, depois que milhares de manifestantes cercaram a área industrial do futuro miniveículo para protestar contra a expropriação de suas terras agrícolas.

"A Tata Motors está obrigada a suspender a construção e o trabalho da fábrica Nano em Singur por causa da agitação e dos conflitos que prosseguem na área", afirma a empresa em um comunicado.

"Seria extremamente otimista imaginar um retorno à normalidade nos próximos dias porque nada aconteceu nos últimos meses", criticou uma fonte da Tata Motors, que pediu anonimato.

A fonte disse que a empresa está disposta a deixar "uma janela de oportunidade aberta" para o retorno da calma na fábrica, que fica em Calcutá, capital regional, mas ressaltou: "Não temos opção, temos prazos a respeitar".

Ratan Tata, presidente do conglomerado, já havia ameaçado transferir a produção do Nano de Bengala Ocidental, governado há 30 anos pelo Partido Comunista.

A Tata Motors investiu US$ 350 milhões na fábrica, que deve produzir 250.000 unidades por ano do Nano, pequeno automóvel com um motor de 600 cm3 de cilindrada.

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