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O construtor automobilístico indiano Tata poderá continuar com a fabricação do carro mais barato do mundo em sua fábrica do leste da Índia depois de ter alcancado um compromisso que supõe o fim de violentos protestos contra o projeto.

O Partido do Congresso Trinamool, a oposição do estado de Bengala Oeste que luta contra a instalação da fábrica da Tata, informou ter conseguido um acordo com o governo do Estado para que parte dos terrenos desapropriados para construir o parque industrial sejam devolvidos aos camponeses aos quais pertenciam.

Na quarta, a Tata Motors havia anunciado a suspensão da construção de uma fábrica que produziria o carro mais barato do mundo, o Nano, após uma onda de manifestações contrárias ao projeto.

O maior grupo automobilístico indiano, filial do conglomerado Tata, estabeleceu como meta vender a partir de outubro na Índia o Nano, que custaria 2.500 dólares.

A Tata constrói uma fábrica em Singur, no estado de Bengala Ocidental, para produzir o Nano, mas, após as manifestações, estudou transferir a produção para outro local, dentro da Índia.

Ratan Tata, presidente do conglomerado, já havia ameaçado transferir a produção do Nano de Bengala Ocidental, governado há 30 anos pelo Partido Comunista.

A Tata Motors investiu 350 milhões de dólares na fábrica, que deve produzir 250.000 unidades por ano do Nano, pequeno automóvel com um motor de 600 cm3 de cilindrada.

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