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Tarso Genro afirma que vazamento de informações não ocorre mais na Polícia Federal

SÃO PAULO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nessa terça-feira que concorda com avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que vazar informações de investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) é coisa de gângster. Tarso afirmou, no entanto, que esse tipo de prática na PF é coisa do passado, e que o vazamento de informações não ocorre mais.

Valor Online |

Se houve algum vazamento no passado, isso foi feito por alguma pessoa absolutamente irresponsável e que tem um comportamento reprovável. Coisa de gângster mesmo, disse em São Paulo, ontem à noite.

De acordo com o ministro da Justiça, normalmente as informações sobre os processos vazam depois que ele sai do âmbito da PF e é tornado público. Depois que o processo se torna público na Justiça, que os advogados têm acesso, aí ninguém pode impedir de divulgá-los. Não é a polícia que fará isso. O advogado toma aquilo como prova e lança publicamente até para defender o seu cliente, afirmou.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse ontem enxergar no vazamento de informações da Polícia Federal episódios com caráter de retaliação e tentativa de controle ideológico dos juízes .

Mendes citou casos recentes em que ele próprio, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, foram vítimas de informações plantadas na imprensa para, supostamente, intimidá-los.

O vazamento indiscriminado de informações vem sendo feito com uma falta de cerimônia que amedronta. É um tipo de terrorismo lamentável, que não pode ser feito por agente público. Isso é coisa de gângster , disse.

(Agência Brasil)

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