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Tarifas dos bancos têm diferenças de até 275%

As tarifas cobradas pelos principais bancos do País podem apresentar diferenças de até 275%, dependendo do serviço

AE |

As tarifas cobradas pelos principais bancos do País podem apresentar diferenças de até 275%, dependendo do serviço. É o que revela pesquisa divulgada hoje pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), com dados de maio deste ano. Na comparação entre pacotes padronizados, que incluem um conjunto de serviços bancários básicos, a diferença de tarifa entre as instituições pode chegar a 90,48%. De acordo com o levantamento, realizado em nove bancos (Itaú e Unibanco, na prática, já cobram as mesmas tarifas), a diferença de 275% aparece no serviço de cheque de transferência bancária: enquanto o Itaú Unibanco cobra R$ 0,40, Banco do Brasil (BB), Real, Safra e Santander cobram R$ 1,50. Já o fornecimento de extrato mensal de conta corrente e poupança custa R$ 1,45 no Banco do Brasil e no Bradesco, enquanto o HSBC cobra R$ 4,30 (diferença de 196,55%). Nos pacotes padronizados, o maior preço é cobrado pelo banco Safra: R$ 20 por mês. Este valor é 90,48% maior que o do Itaú Unibanco, que cobra R$ 10,50. Segundo o Procon-SP, o valor médio dos pacotes padronizados é de R$ 14,90. Os demais pacotes que aparecem na pesquisa são do BB (R$ 13), do Bradesco (R$ 14,50), da Caixa Econômica Federal (R$ 15), do HSBC (R$ 17), da Nossa Caixa (R$ 12,50), do Real (R$ 18) e do Santander (R$ 18). Por determinação do Banco Central (BC), o pacote padronizado inclui serviços de cadastro para abertura de conta, oito saques por mês, quatro extratos mensais, dois extratos referentes ao mês imediatamente anterior e quatro transferências mensais entre contas na própria instituição. Para realizar a pesquisa, o Procon-SP considerou a existência de um cliente que utiliza regularmente os principais serviços necessários para movimentação e controle de sua conta corrente. Mais baratos. Apesar das diferenças, os pacotes padronizados ficaram mais baratos nos últimos 12 meses. Segundo levantamento do Procon, os preços caíram até 34,09% de abril do ano passado a maio deste ano. Foi o caso do pacote do Bradesco, que caiu de R$ 22 para R$ 14,50 no período, uma economia de R$ 7,50 por mês. Em um ano, de R$ 90. Todos os bancos reduziram os preços, exceto a Caixa, que manteve o valor. O comportamento se deve à retirada de uma taxa, classificada como "renovação de cadastro", dos serviços oferecidos pelo pacote. A partir de setembro de 2009, ela foi considerada como serviço prioritário pelo Banco Central e passou a não ser cobrada pelos bancos. Por ela, o Banco do Brasil cobrava duas vezes por ano, de modo avulso, R$ 30, enquanto o Bradesco cobrava R$ 25. O Banco Safra chegou a cobrar R$ 50. O Banco do Brasil confirma que a retirada da tarifa reduziu o preço do pacote, enquanto o Grupo Santander cita a diminuição de custos operacionais. Os outros bancos não responderam à questão. Se não fosse pela retirada da tarifa, Valéria Rodrigues Garcia, diretora de estudos e pesquisas do Procon, diz que os preços dos pacotes poderiam ser maiores. Isso porque, dos nove bancos pesquisados, apenas três - Real, Santander e Safra - tiveram mais reduções de tarifas avulsas do que aumentos. Além disso, quando os bancos aumentam tarifas, a variação é maior. As reduções, principalmente em transferências de DOC/TED e cadastro para início de relacionamento, foram de até 43%, enquanto os aumentos foram maiores, de até 53,85%. "Isso indica que o consumidor precisa ter cautela, já que, caso ele exceda o uso dos serviços do pacote no mês, pode pagar preços mais altos pelas tarifas avulsas", explica Valéria. Para economizar, além de calibrar a contratação do pacote conforme uso (se o cliente passou a utilizar mais serviços no banco, pode ser a hora de trocar de pacote), o professor de finanças da USP Keyler Carvalho Rocha lembra que o preço do produto pode ser negociado de acordo com o relacionamento com o banco. "Ter uma conta antiga, aplicações no banco, como fundos; utilizar cartão de crédito e efetuar pagamentos em débito automático podem significar descontos em tarifas do banco e até isenção - ou seja, o cliente pode não pagar nada pelos serviços do pacote", diz Carvalho Rocha.

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