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Tarifas da CPFL vão cair 5,69%

A queda nas cotações do dólar nos últimos meses vai fazer a conta de luz ficar mais barata a partir de amanhã para 11,4 milhões de brasileiros. A maior redução média nas tarifas - de 5,69% - será para os consumidores do interior de São Paulo atendidos pela CPFL.

AE |

A queda nas cotações do dólar nos últimos meses vai fazer a conta de luz ficar mais barata a partir de amanhã para 11,4 milhões de brasileiros. A maior redução média nas tarifas - de 5,69% - será para os consumidores do interior de São Paulo atendidos pela CPFL. Também haverá queda nas tarifas para os clientes da Cemig, em Minas Gerais, e da Cemat, no Mato Grosso. Os reajustes foram definidos ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Residências. Os índices de reajuste variam de acordo com a categoria de consumo. As tarifas dos consumidores da CPFL atendidos em rede de baixa tensão, como a maioria das residências e o comércio, terão redução de 4,69%. A diminuição será ainda maior - de 11,58% - para os consumidores de baixa renda, que têm um gasto mensal restrito a 200 kilowatts/hora (kW/h). Já para as indústrias atendidas pela CPFL, que recebem energia em alta tensão, a queda média no valor das tarifas é de 6,72%. A distribuidora fornece energia para 3,5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios do interior de São Paulo. O item que mais contribuiu para a redução nas tarifas foi a energia comprada da usina de Itaipu, que é cotada em dólar. Nos últimos 12 meses, a cotação do dólar caiu de R$ 2,25 para R$ 1,78. "A queda do dólar foi a principal responsável. No reajuste passado, o dólar estava muito elevado", disse o diretor-geral interino da Aneel, Edvaldo Santanna. Também foi aprovada ontem pela diretoria da Aneel uma redução média de 1,48% na tarifas de energia da Cemig, que beneficiará 6,9 milhões de unidades consumidoras em 774 municípios de Minas Gerais. As tarifas das residências e do comércio atendidos em baixa tensão pela Cemig terão uma queda de 0,05% e para os consumidores de baixa renda a redução chega 5,18%. As indústrias, que recebem energia em alta tensão, terão redução nas tarifas de 3,09% a 10,81%. No caso da Cemat, que atende a 992 mil unidades consumidoras em 141 municípios do Mato Grosso, a redução média será 2,55%. Para as residências , a queda será de 2,25% e para a baixa renda de 8,18%. Já para as indústrias, a redução deve variar entre 2,32% e 4,74%. Os clientes da Enersul, do Mato Grosso do Sul, terão, por sua vez, um aumento na tarifa de energia, que será reajustada em 2,58%, em média. A queda só será aplicada às tarifas dos consumidores de baixa renda, que terão redução de 4,12%. Para as residências em geral e o comércio o reajuste será de 1,72% e para as indústrias o aumento deve variar entre 6,02% e 8,52%. PARA ENTENDER 1. Como é o reajuste? É anual e, pela legislação, não pode ser concedido em períodos inferiores a 12 meses 2. Qual é a data-base? A data de reajuste é diferente para cada uma das distribuidoras, de acordo com o aniversário dos contratos de concessão 3. Como é o cálculo? A Aneel leva em conta a variação do IGP-M que, nos últimos 12 meses, foi de 1,9%. Sobre esse índice é aplicado um redutor de produtividade, para transferir aos consumidores parte dos ganhos obtidos pelas distribuidoras. Também são considerados outros fatores, como o valor gasto com a compra de energia das geradoras e com as tarifas de transmissão, além de impostos e encargos setoriais
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