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Tamanho da classe média enfraquece democracia na A.Latina, diz estudo

Santiago do Chile, 8 ago (EFE).- A América Latina tem uma classe média menor que a média internacional, o que prejudicaria a região a fortalecer sua democracia, diz um artigo divulgado hoje pela Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal).

EFE |

Segundo o estudo, o tamanho da classe média na América Latina é um fator negativo para seu desenvolvimento, já que as sociedades onde este grupo socioeconômico é mais estável têm democracias mais sólidas.

A classe média, que se define como o grupo de pessoas que não são pobres ou ricas dentro de uma sociedade, captura na média 57% da receita econômica na América Latina, número inferior à média mundial, que é de 62%, diz o texto.

O artigo, elaborado pelo economista da Cepal Andrés Solimano, indica que a classe média tem um papel fundamental na sociedade em função de sua "capacidade produtiva e de poder de compra, além de agir como elemento de estabilização do sistema político".

De acordo com o estudo, a experiência histórica indica que as classes médias seriam menos propensas a apoiar sistemas políticos populistas ou autoritários, apesar de as duas tendências conseguirem mobilizar esse grupo socioeconômico em certos períodos da história.

Além disso, afirma que à medida que os países crescem e aumenta o tamanho absoluto da classe média, é desenvolvido um mercado mais ativo que demanda bens e serviços de melhor qualidade, especialmente em matéria de educação, saúde, habitação, turismo e proteção social.

Solimano utilizou dados de 129 países para estudar a relação da classe média com o nível de desenvolvimento econômico de um país, o grau de desigualdade segundo a distribuição de renda, o tamanho da população, as pequenas e médias empresas e o sistema democrático.

EFE frf/mh

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