A TAM anunciou ontem uma mudança na divisão de comando da empresa, com a cisão das áreas operacional e de novos negócios. Na mudança, ganha poder o ex-presidente da empresa, Marco Antonio Bologna, que vinha ocupando atualmente o cargo de presidente da TAM Aviação Executiva e um assento no conselho de administração do grupo.

A TAM anunciou ontem uma mudança na divisão de comando da empresa, com a cisão das áreas operacional e de novos negócios. Na mudança, ganha poder o ex-presidente da empresa, Marco Antonio Bologna, que vinha ocupando atualmente o cargo de presidente da TAM Aviação Executiva e um assento no conselho de administração do grupo. Ele passa a ser o presidente da holding TAM, sendo o responsável pela área de novos negócios e pelo relacionamento institucional do grupo. Líbano Barroso, atual presidente, fica à frente das operações aéreas. As mudanças foram comunicadas no dia em que a empresa apresentou seu balanço de 2009, que trouxe um lucro de R$ 1,34 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 1,51 bilhão registrado em 2008 - perda quase toda registrada no quarto trimestre, quando a crise global se iniciou. A receita líquida do ano passado foi de R$ 9,9 bilhões, uma queda de 6,5% sobre os R$ 10,5 bilhões de 2008. "A decisão de separar os cargos de comando da TAM S.A. e da TAM Linhas Aéreas representa um importante passo para a criação de uma grande corporação, tendo sempre como espinha dorsal a sua operação aérea", disse, em comunicado, a presidente do conselho de administração da TAM, Maria Cláudia Amaro. "Chegamos a um estágio da companhia onde se tornou estratégica a definição precisa das funções corporativas." Até o fim do ano, o grupo colocará também um novo presidente à frente da gestora de programas de fidelidade Multiplus, cargo que hoje é exercido por Barroso. O executivo continuará comandando as operações da TAM Linhas Aéreas, TAM Airlines (Mercosur), Pantanal Linhas Aéreas e TAM Viagens, incluindo a área de cargas. Crescimento. Confiante em um "forte" crescimento da demanda por voos domésticos, a TAM revisou seu plano de frota para este ano, que fechou 2009 com 132 aeronaves com idade média de seis anos. Agora, com a absorção de cinco modelos ATR da Pantanal Linhas Aéreas, empresa adquirida em dezembro, e a compra de novos aviões, a TAM planeja fechar 2010 com 148 aviões - a previsão original era ter 137 aviões na frota. A empresa afirma já ter conseguido financiamento para todas as aeronaves que chegarão ao longo do ano. A TAM também anunciou ter revisado para cima suas projeções de crescimento do tráfego aéreo. No lugar do avanço de até 12% do tráfego doméstico, a empresa agora espera um crescimento de 14% a 18% ante 2009. Entre janeiro e fevereiro, o mercado conseguiu saltar 36%, acima do que a indústria aguardava para o período. A TAM calcula que o mercado apresente em 2010 taxa de ocupação da ordem de 69% - 66% nos trechos domésticos e 75% nos internacionais. De acordo com Líbano Barroso, os preços das passagens aéreas nas rotas domésticas, porém, caíram de 12% a 14% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2009. Na comparação com os três meses finais do ano passado, os valores dos bilhetes da TAM mostram estabilidade. "Como no início do quarto trimestre há predominância do público que viaja a negócios, a estabilidade pode ser considerada uma vitória", afirmou o executivo, em teleconferência com analistas e investidores. De acordo com o executivo, nas rotas internacionais, os preços em dólares no primeiro trimestre tiveram aumento de aproximadamente 10% em relação ao mesmo período de 2009. Contudo, frente ao quarto trimestre, há uma queda nos preços das passagens, também da ordem de 10%. Credores. Este mês, a TAM vai quitar uma dívida de R$ 18 milhões que a Pantanal tem com fornecedores - dos quais a própria TAM é credora de R$ 6 milhões. Ao comprar a Pantanal por R$ 13 milhões, em dezembro, a TAM aceitou assumir uma dívida de R$ 90 milhões da companhia aérea regional. O restante da dívida, de acordo com Barroso, diz respeito a débitos com impostos com prazo de vencimento em até 15 anos.
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