A TAM encerrou o primeiro trimestre de 2010 com prejuízo de R$ 58,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 25,7 milhões registrado em igual período de 2009, conforme o relatório de resultados divulgado no padrão contábil internacional IFRS. O resultado, explicou a companhia, deve-se principalmente ao aumento das despesas financeiras, que evoluíram para R$ 163 milhões no trimestre, ante os R$ 29 milhões registrados nos três primeiros meses do ano passado - um salto de 462%.

A TAM encerrou o primeiro trimestre de 2010 com prejuízo de R$ 58,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 25,7 milhões registrado em igual período de 2009, conforme o relatório de resultados divulgado no padrão contábil internacional IFRS. O resultado, explicou a companhia, deve-se principalmente ao aumento das despesas financeiras, que evoluíram para R$ 163 milhões no trimestre, ante os R$ 29 milhões registrados nos três primeiros meses do ano passado - um salto de 462%. As perdas cambiais, de R$ 564,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante um resultado também negativo de R$ 166,4 milhões um ano antes, explicam as maiores despesas financeiras. As despesas com juros caíram ligeiramente, de R$ 117,4 milhões para R$ 104,1 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 256,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, valor 15,2% menor que os R$ 303,1 milhões apurados no primeiro trimestre de 2009. A margem Ebitda foi de 9,9%, ante 11,6% no mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, o Ebitdar (Ebitda sem incluir o arrendamento de aviões) somou R$ 376,5 milhões, com queda de 20,9%. A margem Ebitdar ficou em 14,5%, ante 18,2% em igual período do ano passado. No balanço divulgado neste fim de semana, a TAM informou ainda que a receita operacional bruta do primeiro trimestre de 2010 caiu 0,1% ante período equivalente de 2009, para R$ 2,708 bilhões. No intervalo, houve baixa de 3,2%, para R$ 1,396 bilhão, da receita doméstica, devido à redução de 16,5% dos preços médios das tarifas (yield), em virtude do "retorno tardio do viajante a negócios". Por outro lado, houve um acréscimo de 2,4%, para R$ 815,8 milhões, da receita internacional. Nesses voos, o yield subiu 19,7%, movimento atribuído pela companhia aérea à "recuperação da economia". Cargas A receita de cargas, de R$ 256 milhões, mostrou um aumento de 22,8% ante o primeiro trimestre de 2009, "mostrando fortes sinais de recuperação da economia global", combinados com uma apreciação do real de 22%, em média. "Em março registramos a maior receita com cargas em um único mês na história da empresa", informou a TAM, em seu balanço. As outras receitas, que incluem venda de pontos do programa fidelidade, caíram 9%, para R$ 240,1 milhões. Segundo a TAM, com a alta do real houve uma redução das vendas de milhas sobre os pontos vendidos para instituições financeiras, que são denominados em dólar. A receita operacional líquida foi de R$ 2,603 bilhões, 0,5% menor que os R$ 2,617 bilhões na mesma comparação. Já as despesas operacionais totais somaram R$ 2,507 bilhões entre janeiro e março, cifra 0,9% maior que a registrada no ano anterior.

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