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TAM mantém plano de frota, mas perde meta de custo

Por Taís Fuoco SÃO PAULO (Reuters) - A TAM, maior companhia aérea do país, manteve o plano de frota e as principais estimativas para este ano e o próximo, apesar do prejuízo de 112,7 milhões de reais do terceiro trimestre, quando sofreu perdas com operações de hedge de combustível.

Reuters |

Segundo o diretor financeiro da companhia, Líbano Barroso, a empresa já tem financiamentos acertados para as próximas compras de aeronaves e só terá necessidade de captar recursos no segundo trimestre de 2009.

"Estamos bem posicionados na entrada dessa crise", afirmou em teleconferência com a imprensa e analistas nesta segunda-feira.

Barroso admitiu, porém, que a empresa "não vai recuperar" a meta de redução de custos de 7 por cento estabelecida para este ano. De janeiro a setembro, a redução de custos foi de 2,2 por cento.

"O petróleo e o câmbio estão com uma volatilidade absurda", afirmou o executivo.

Pelo mesmo motivo, a companhia preferiu não fazer estimativa de redução de custos para 2009. De acordo com Barroso, diante das oscilações nas cotações de petróleo e de câmbio, "teria de ser um ranking tão aberto que não seria adequado para uma declaração de comprometimento".

No terceiro trimestre de 2007, a TAM teve um lucro líquido de 48,5 milhões de reais. Em igual período deste ano, ela sofreu uma perda de 18,8 milhões de reais com derivativos de combustível do tipo WTI --a perda não-realizada somou 268,2 milhões de reais.

SEM RESTRIÇÃO DE CRÉDITO

Segundo o diretor financeiro, a TAM "não tem sofrido nenhuma restrição de crédito" e também não viu arrefecimento das taxas de ocupação, o que a fez manter o plano de frotas.

Ela deve fechar 2008 com 125 aeronaves, número que subirá para 130 em 2009 e para 138 em 2010.

Barroso explicou que a companhia "está agora no mesmo nível de preço de 2006, sem nenhuma recuperação do poder real das tarifas", o que, por si só, estimula a demanda, na sua avaliação.

A manutenção dos preços, segundo ele, foi obtida com uma postura "muito austera em termos de custos".

"O setor pode sofrer no primeiro trimestre de 2009, mas deve se recuperar ao final de 2009 e voltar ao crescimento de dois dígitos em 2010."

Para 2009, a empresa vê um crescimento de 5 a 9 por cento no mercado doméstico e uma taxa de ocupação de algo como 70 por cento.

A TAM também espera equilibrar os custos e receitas entre o real e o dólar. Hoje, os custos estão divididos em partes iguais entre a moeda brasileira e a norte-americana, mas não as receitas, das quais 65 por cento são em reais.

"Com novas rotas, em dois a três trimestres chegaremos muito próximos do equilíbrio na receita", disse Barroso.

(Reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

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