SÃO PAULO - A crise mundial de crédito não irá afetar, pelo menos imediatamente, a TAM. Em agosto, a empresa anunciou que iria receber mais cinco aviões este ano, e outros cinco em 2009, entre modelos Boeing e Airbus.

Para todos, afirma já ter contratos de financiamento fechados ou praticamente fechados.

De acordo com o vice-presidente de Finanças da empresa, ela tem como último recurso de crédito agentes de crédito à exportação (ECAs, na sigla em inglês) europeus e o Exim Bank. "Esses agentes não fecham nunca, são fontes de última instância. São como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)", disse Barroso.

Os créditos fechados com ECAs cobrem a compra dos aviões da Airbus e, segundo o executivo, têm taxa anual igual à Libor. Para os Boeing, o financiamento foi feito através do Eximbank, com taxa fixa pré-fixada de 3,7% ao ano.

Sobre o efeito da crise nos papéis da TAM, Barroso afirmou que elas estão "sofrendo", mas ressaltou que, ainda assim, superam a média do mercado. "Nossas ações estão sofrendo, mas nossa performance supera a do Ibovespa desde o lançamento", afirmou Barroso.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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