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TAM fecha terceiro trimestre com prejuízo de R$ 112,7 milhões

A TAM anunciou um prejuízo líquido de R$ 112,7 milhões no terceiro trimestre de 2008 pelo padrão de contabilidade brasileiro (BR Gaap), contra um lucro líquido de R$ 48,5 milhões em igual período do ano passado. O prejuízo foi atribuído às perdas com operações de hedge de combustível.

Agência Estado |

A receita líquida cresceu para R$ 2,89 bilhões, em relação R$ 2,06 bilhões. O Ebitda (geração de caixa) aumentou 137%, para R$ 204,43 milhões, e o Ebitdar (geração de caixa antes do arrendamento de aviões) subiu 35%, para R$ 423,39 milhões.

Apesar do prejuízo, a TAM manteve o plano de frota e as principais estimativas para este ano e o próximo. Segundo o diretor-financeiro da companhia, Líbano Barroso, a empresa já tem financiamentos acertados para as próximas compras de aviões e só terá necessidade de captar recursos no segundo trimestre de 2009. "Estamos bem posicionados na entrada dessa crise", afirmou, em teleconferência.

Barroso admitiu, porém, que a empresa "não vai recuperar" a meta de redução de custos de 7% estabelecida para este ano. De janeiro a setembro, a redução de custos foi de 2,2%. "O petróleo e o câmbio estão com uma volatilidade absurda." Pelo mesmo motivo, a companhia preferiu não fazer estimativa de redução de custos para 2009. De acordo com Barroso, diante das oscilações nas cotações de petróleo e de câmbio, "teria de ser um ranking tão aberto que não seria adequado para uma declaração de comprometimento".

Segundo Barroso, a TAM "não tem sofrido nenhuma restrição de crédito" e também não viu arrefecimento das taxas de ocupação, o que a fez manter o plano de frotas. Ela deve fechar 2008 com 125 aviões, número que subirá para 130 em 2009 e para 138 em 2010. Barroso explicou que a companhia "está agora no mesmo nível de preço de 2006, sem nenhuma recuperação do poder real das tarifas", o que, por si só, estimula a demanda, na sua avaliação.

A manutenção dos preços, segundo ele, foi obtida com uma postura muito austera em termos de custos. "O setor pode sofrer no primeiro trimestre de 2009, mas deve se recuperar ao final de 2009 e voltar ao crescimento de dois dígitos em 2010" .

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