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TAM entra na Star Alliance e prevê mais US$ 60 milhões em receita

SÃO PAULO - A TAM confirmou nesta terça-feira sua entrada na aliança operacional Star Alliance, fechando dois anos de negociação. Com a parceria, a empresa deverá elevar sua receita em cerca de US$ 60 milhões por ano.

Valor Online |

No total, a aliança abre à TAM um mercado de 800 destinos, em 130 países, em operação conjunta com as outras 21 integrantes.

Os benefícios para os passageiros, porém, só devem começar a aparecer após um prazo de 12 a 18 meses, quando a integração à aliança for concretizada.

Segundo o presidente da TAM, David Barioni Neto, o incremento nas receitas virá da maior demanda gerada pelas novas parceiras integrantes da aliança. Mesmo que o tráfego só comece a ser afetado com a integração total, o executivo afirmou que, ao fazer parte da aliança, tem facilitadas as negociações de acordos de compartilhamento de vôos (code share) com cada uma das parceiras.

"O importante de uma aliança dessas é que ela nos coloca em lugares que não estamos e, em contrapartida, abre para os parceiros o mercado da América Latina, no qual atuavam pouco", disse Barioni. "Isso cria uma série de complementaridades e oportunidades para todos", acrescentou.

Atualmente a TAM já tem acordo com três empresas que fazem parte da Star Alliance, a alemã Lufthansa, a portuguesa TAP e a norte-americana United Airlines. Ela ainda assinou, também hoje, um acordo com a Air Canadá, outra integrante da aliança. "Com a Star Alliance, a aproximação com outras integrantes fica mais fácil", ressalta Barioni.

De acordo com o vice-presidente Comercial e de Planejamento da TAM, Paulo Castello Branco, o processo de integração com a aliança deverá levar entre um ano e um ano e meio para ser completado. "Temos um trabalho muito grande nas áreas de tecnologia, nos aeroportos e também no programa de milhagem", afirmou.

"A Star Alliance oferece uma série de benefícios importantes em termos de custo a seus integrantes. Temos vários acordos guarda-chuva que hoje passam a estar disponíveis para a TAM", afirmou o presidente e executivo-chefe da Star Alliance, Jaan Albrecht. Segundo ele, além de custos mais baixos no manuseio de combustíveis, a aliança oferece a possibilidade de fechar contratos com melhores preços nas áreas de publicidade, peças aeronáuticas, telecomunicações, pneus e material para serviço de bordo.

Segundo Barioni, porém, a parceria não irá influenciar nas negociações de compra de aeronaves, apenas na aquisição de peças e serviços.

A contrapartida da TAM à aliança, afirma Albrecht, é a abertura do mercado latino-americano, especialmente o sul-americano, a suas associadas. Com a saída da Varig da aliança, por conta da crise na empresa, a Star Alliance ficou sem um parceiro regional de peso no continente.

"A TAM trará 36 novos destinos à malha da Star Alliance, que hoje não cobrimos na região, e que são pontos importantes para viajantes de negócio e turismo", afirmou Albrecht.

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