SÃO PAULO - A TAM anunciou nesta quarta-feira que irá abrir mais rotas internacionais do que o previsto neste ano. Além disso, para sustentar essa expansão, irá incorporar mais duas aeronaves Boeing 767 a sua frota, duas a mais que o estimado inicialmente, e encerrar o ano com 125 aeronaves em operação.

A meta da companhia no início do ano era abrir três novas freqüências ou destinos internacionais em 2008. Com as duas novas rotas anunciadas nesta terça, entre São Paulo e Orlando (EUA) e entre Rio de Janeiro e Nova York (EUA), a empresa já abriu cinco novas rotas no ano, a última delas o vôo Brasília-Buenos Aires (Argentina), iniciado no fim de julho.

"Com essas novas rotas estamos entregando mais do que prometemos", afirmou o vice-presidente Financeiro da TAM, Líbano Barroso. "Seremos a primeira companhia aérea brasileira a oferecer vôos diretos entre o Rio e Nova York", acrescenta.

A incorporação dos dois novos aviões para operar essas rotas, afirma a companhia, não terá impacto sobre o total de investimentos alocados para o ano - parte de um total de US$ 4,2 bilhões a serem gastos até 2020. "Vamos receber as aeronaves por meio de leasing operacional, por isso não há alteração em nosso plano de investimentos", afirmou o presidente da empresa, David Barioni Neto.

Segundo Barroso, o plano de frota da companhia - privilegiando a padronização, a baixa idade média dos aparelhos e a economia operacional - sustenta a expansão das rotas internacionais acima do previsto. Atualmente, a TAM obtém 31% de suas receitas em dólar e, até o primeiro trimestre de 2009, pretende chegar a 50% do faturamento em moeda estrangeira.

Barroso afirma que há muitas oportunidades para expansão no mercado internacional para companhias brasileiras. Com a saída da Varig desse segmento, e com o aumento no acordo bilateral entre Brasil e EUA, as empresas estrangeiras têm dominado esse setor - hoje elas realizam 69,8% das operações internacionais; em 2005, antes da crise da Varig e do setor aéreo, a participação delas nesse segmento era de 57,7%.

"Como única empresa operando no mercado internacional de longo curso, a TAM tem se posicionado para capturar o máximo o possível das oportunidades", explica Barroso. "Mas ainda deve demorar alguns anos para retornarmos a uma divisão de 50-50 com as estrangeiras no mercado internacional", afirma o executivo.

Apesar do aumento no número de rotas abertas, a meta da TAM para o fechado deste ano continua ser elevar em 40% a oferta de assentos por quilômetro percorrido (ASK, na sigla em inglês, equivalente à oferta unitária) no mercado internacional. "Nossa expectativa é de que o mercado internacional, pelo lado brasileiro, cresça entre 9% e 10% ao ano nos próximos cinco anos", afirma Barroso. "E nosso crescimento deve sempre ser acima da média do mercado", acrescenta.

O executivo disse que a expansão do mercado deverá ser alimentada pelo bom desempenho da economia brasileira embora afirme que o Brasil não é uma ilha, mas tem um cenário econômico diferenciado. "Isso nos dá muita confiança no crescimento", acrescentou.

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