Zurique, 29 - A suíça Syngenta AG informou hoje que está desenvolvendo uma nova tecnologia para melhorar dramaticamente a relação entre custo e eficiência do plantio de cana-de-açúcar no Brasil. A inovação irá reduzir os custos do plantio por hectare em torno de 15% devido a uma nova abordagem para cultivar cana a partir de segmentos menores.

A nova tecnologia deve ser lançada em 2010 sob o nome da marca Plene, e tem um potencial de mercado de US$ 300 milhões por ano até 2015.

A prática atual de plantio de cana é intensiva tanto em termos de trabalho como de uso de equipamentos. Em vez de empregar o método atual de plantar talhos longos de 30 a 40 centímetros, a Syngenta está desenvolvendo um método para produzir talhos de menos de 4 centímetros de comprimento. Eles receberão aplicações de produtos que maximizam o desenvolvimento inicial do plantio.

O método permitirá que os produtores de cana replantem suas lavouras com mais freqüência, eliminando a típica degradação da produtividade, gerando um ganho de produtividade de até 15%. O método também permitirá que os produtores utilizem equipamentos mais leves e que precisam de menos combustível. As máquinas para o plantio estão sendo desenvolvidas em parceria com a empresa norte-americana John Deere.

"A Plene representará um avanço na relação entre custo e eficiência no plantio de cana-de-açúcar", afirmou John Atkin, diretor de operações da Syngenta Crop Protection. "A cana é uma matéria-prima importante para a produção de etanol, e a demanda deve ter um grande crescimento. A Plene ampliará nossa oferta significativamente e proporcionará aos nossos clientes benefícios em termos de produtividade e custos." A introdução da Plene depende de aprovações regulatórias no Brasil. As informações são da Dow Jones.

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