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Swaps do BC derrubam posição credora em câmbio na dívida interna

BRASÍLIA - Em mais um efeito da crise, foi zerada em outubro a posição credora em dólares na dívida pública interna em títulos, que era observada desde janeiro de 2006. Para o coordenador-geral da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras, o fato não preocupa porque o país tem reservas cambiais elevadas e continua credor externo quando se leva em conta endividamento federal total.

Valor Online |

A forte oferta de hedge (garantia) em contratos de swap cambial pelo Banco Central (BC) fez com que a parcela da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFI) atrelada ao câmbio subisse a 1,32% do total. Até setembro, o governo tinha a receber (e não a pagar) o equivalente a 2,35% da dívida.

Pedras lembra que a posição global continua credora em dólares. Isso porque somando-se as reservas (e créditos brasileiros no exterior) e subtraindo-se a dívida externa, o resultado era positivo em US$ 13,39 bilhões em outubro.

No manejo da DPMFI, a alta volatilidade e a escassez de liquidez nos bancos no pior mês da crise financeira mundial contribuíram para que o Tesouro resgatasse o volume expressivo de R$ 28,4 bilhões em títulos em outubro. O Tesouro também cancelou três ofertas públicas e reduziu prazos das emissões realizadas.

Sem dar detalhes sobre o comportamento do endividamento público interno neste mês de novembro, Pedras admitiu que as turbulências obrigaram a mesa de mercado do Tesouro a pisar no freio no mês passado.

Ele ponderou que ao cenário de incertezas foi adicionada a concentração trimestral de vencimentos em outubro (R$ 25,4 bilhões). Para novembro, por exemplo, não há vencimentos previstos, que sobem a R$ 29,11 bilhões em dezembro. Há ainda fortíssima concentração de R$ 81,2 bilhões em títulos vencendo em janeiro de 2009.

O resgate líquido de títulos no mês passado ficou em R$ 13 bilhões. A DPMFI subiu 0,13% sobre setembro, com o estoque avançando para R$ 1,226 trilhão.

Mesmo com a colocação de papéis de curto prazo, a parcela da dívida interna a vencer em 12 meses manteve em outubro a participação de 26,38% do total verificada em setembro, com montante equivalente a R$ 323,5 bilhões. O prazo médio situou-se em 40,19 meses em outubro, ante 40,31 meses no mês anterior.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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