Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Suzano vai construir três novas fábricas

A Suzano Papel e Celulose anunciou ontem que vai construir três novas fábricas de celulose no País até 2015, com capacidade de produção anual de 1,3 milhão de toneladas cada uma, além de ampliar em 400 mil toneladas por ano a capacidade de produção da unidade de Mucuri, na Bahia. O total de investimentos nesses projetos, que devem estar prontos até 2015, chega a US$ 6,6 bilhões.

Agência Estado |

Uma das novas fábricas ficará no sul do Maranhão, uma outra no Piauí e a terceira em local ainda a ser definido. Com esses projetos, a capacidade de produção da empresa saltará das atuais 2,8 milhões de toneladas de papéis e celulose para 7,2 milhões de toneladas em 2015. Na área de celulose, o salto será de 1,8 milhão de toneladas para 6,1 milhões de toneladas, ou 10% da oferta global de celulose no mundo, segundo projeções da companhia. Atualmente, o mercado movimenta aproximadamente 52 milhões de toneladas de celulose, volume que deverá saltar para 60 milhões de toneladas em 2015.

O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, acredita que o projeto de expansão da companhia não resultará em um excedente de oferta de celulose no mercado. "Acreditamos que a demanda mundial por celulose terá adição de 1 milhão de toneladas por ano", afirma Maciel, destacando que a projeção é conservadora. Segundo ele, há um movimento de fechamento de unidades no Hemisfério Norte, migração de celulose de fibra longa para celulose de fibra curta e um forte crescimento da demanda nos países emergentes, com destaque para a China. "Acreditamos que não haverá excedente de oferta. Nossas análises consideram um cenário economicamente viável para os novos projetos", disse.

A expectativa da Suzano é iniciar as operações da fábrica do Maranhão em 2013. No ano seguinte, entrará em operação a fábrica instalada no Piauí e, em 2015, entra em operação a terceira fábrica. A ampliação da capacidade de produção da unidade de Mucuri entra em operação a partir do segundo semestre de 2011. Cada unidade deve ter um custo de US$ 1,8 bilhão, e a ampliação de Mucuri deve exigir desembolso de US$ 500 milhões. Além disso,a empresa destinará outros US$ 700 milhões para formação de florestas. Os recursos para os projetos virão da geração de caixa da companhia, de financiamentos e, eventualmente, do mercado de capitais e do Grupo Suzano.

A base florestal para a unidade no Maranhão será feita em parceria com a Vale. As duas empresas assinaram um memorando de entendimentos envolvendo a venda pela Vale à Suzano de 84,5 mil hectares de terras no sudoeste do Estado, compreendendo 34,5 mil hectares já plantados com eucaliptos. Além disso, o suprimento de madeira virá de florestas da Vale no Pará e de plantios próprios e de outros produtores locais no Maranhão e Tocantins. O transporte da produção será por ferrovias da Vale - a Norte-Sul e a Estrada de Ferro Carajás.

Maciel disse também que as novas fábricas poderão ter capacidade de produção maior que os 1,3 milhão de toneladas anunciados. Segundo ele, a empresa vai observar as novas tecnologias desenvolvidas pelos fabricantes de equipamentos e só então definirá se a capacidade de cada linha será mantida. A razão para a incerteza está relacionada ao avanço tecnológico dos equipamentos utilizados em uma linha de produção de celulose.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG