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Suzano Papel e Celulose lucra R$ 185 milhões no trimestre e anuncia plano de expansão

SÃO PAULO - A Suzano Papel e Celulose encerrou o segundo trimestre do ano com ganho líquido de R$ 185,56 milhões, montante 7,8% maior na comparação com igual período do ano passado. O aumento do lucro acontece mesmo com a despesa financeira não recorrente de R$ 111 milhões, referente à recompra das ações dos ex-controladores da Ripasa. Nos seis primeiros meses do ano, a companhia embolsou R$ 314,19 milhões, avanço de 13% no comparativo anual.

Valor Online |

A Suzano anunciou também um novo ciclo de crescimento para o período 2008/2015 que prevê a expansão de sua capacidade de produção de celulose em 4,3 milhões de toneladas por ano.

A empresa vai instalar uma linha de produção de celulose no Sul do Maranhão e outra no Piauí. Também prevê uma terceira linha de celulose em um desses dois estados ou em uma nova unidade, a ser definida futuramente.

Cada linha deve consumir investimentos de cerca US$ 1,8 bilhão. Outros US$ 500 milhões serão destinados à ampliação da unidade de Mucuri (BA).

Os investimentos na formação da base florestal serão de aproximadamente US$ 700 milhões. A base florestal será montada em parceria com a Vale do Rio Doce, que também participará da logística dos projetos.

De volta aos dados trimestrais, a receita líquida da companhia bateu novo recorde ao superar R$ 1 bilhão, crescimento de 22,3% na comparação com o segundo trimestre de 2007. Destaque para o forte crescimento no mercado externo, onde as vendas aumentaram 51%, para R$ 562,31 milhões. No mercado interno, as receitas caíram 1,6%, para R$ 441,56 milhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrou crescimento de 26,7% ante o intervalo de abril a junho do ano passado, somando R$ 353,75 milhões. A margem Ebitda subiu 1,2 ponto percentual, passando de 34% para 35,2%.

A companhia também apresentou recorde de produção, com 681 mil toneladas de celulose e papel. Foram produzidas, no trimestre, 400 mil toneladas de celulose, expressivo aumento de 139% sobre o registrado em igual período de 2007. A produção de papel também avançou, mas com muito menos vigor - foram 280 mil toneladas, alta de 0,6% no comparativo anual.

O preço médio de celulose alcançou R$ 1.181 por tonelada, 0,9% superior ao primeiro trimestre, contribuindo positivamente para o aumento da receita. Por outro lado, a companhia aponta que a apreciação do real e a grande participação do volume de papel no mercado externo compensaram parcialmente esse efeito positivo. O preço médio dos papéis foi de R$ 2.076 por tonelada, no mesmo nível dos três primeiros meses do ano e 4,7% inferior ao segundo trimestre de 2007.

As despesas com vendas caíram 4% no confronto anual, para R$ 49,2 milhões. Já as despesas administrativas avançaram 17,6%, somando R$ 62,9 milhões. O crescimento é explicado por reajuste salarial e participação de funcionários no resultado.

(Valor Online)

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