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Suzano comemora câmbio, mas prevê queda de demanda e preços com crise

SÃO PAULO - Apesar de satisfeita com o novo patamar do dólar em relação ao real, que torna mais rentáveis as exportações, a Suzano Papel e Celulose já se articula para enfrentar um período indeterminado de queda na demanda e nos preços de seus produtos. A priori, a expectativa da companhia é que o câmbio acabará compensando as intempéries causadas pela crise global, mas todas as projeções estão apenas no campo das hipóteses.

Valor Online |

Após revelar um prejuízo de R$ 293 milhões no terceiro trimestre deste ano, ocasionado pelo efeito do dólar mais caro na dívida, o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, fez questão de explicar que a valorização da moeda americana é boa para os negócios, pois seus efeitos sobre o resultado líquido são apenas contábeis e não financeiros.

No entender da diretoria da empresa, a moeda americana - cujo preço já subiu 24,5% nos últimos 30 dias - encontrou mesmo um novo patamar e continuará favorável às exportações. Resta saber se a queda dos preços e da demanda terá intensidade suficiente para minar os ganhos oriundos do câmbio, o que não aconteceria se considerados os números atuais da companhia.

Diante do cenário incerto, os executivos acreditam que a melhor estratégia é "se dedicar ao planejamento". Em termos práticos, isso significa que a Suzano dará continuidade aos investimentos em base florestal programados no seu plano de expansão para o período 2008-2015, anunciado em julho deste ano e que prevê o aumento da capacidade de produção de celulose para 4,3 milhões de toneladas anuais.

No entanto, a opção de manter o investimento na compra e na prospecção de florestas não garante que os novos volumes sairão mesmo do papel. Maciel lembrou que ainda há bastante tempo hábil para decidir sobre a efetiva construção das fábricas do Maranhão (2011) e do Piauí (2012). A decisão mais próxima deverá ser tomada até março de 2009, e trata da expansão de 400 mil toneladas anuais da unidade de Mucuri (BA). "Vamos decidir no momento adequado", completou o executivo.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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