Nova York, 14 jul (EFE).- A entidade reguladora das bolsas de Nova York suspendeu hoje a negociação das ações do banco IndyMac, que sofreu intervenção do Governo dos Estados Unidos, depois que suas ações chegaram a cair durante o pregão mais de 57%.

Em comunicado, o órgão regulador explicou que o preço das ações do IndyMac é "anormalmente baixo" e lembrou que em 11 de julho fecharam a US$ 0,28 cada uma, o que equivale a um valor de mercado do banco de US$ 28,2 milhões.

Antes da suspensão, os papéis do IndyMac eram negociados a US$ 0,12 cada, o que supõe uma queda de US$ 0,16 (57,14%) em relação ao valor de fechamento da semana passada.

A situação acontece no mesmo dia em que centenas de clientes do IndyMac se aglomeraram na sede do banco em Pasadena (Califórnia) para retirar seu dinheiro, depois que Washington interviesse na entidade na sexta-feira passada.

O banco realizou hoje suas atividades com o nome de IndyMac Federal Bank e como entidade dependente da Sociedade Federal de Seguro de Depósito (FDIC, em inglês), uma agência pública que assumiu o banco depois que os cofres da firma financeira se esvaziaram.

As 33 filiais do IndyMac, todas no sul da Califórnia, operam hoje de forma rotineira, segundo a FDIC, que congelou, no entanto, as linhas de crédito que utilizam valores imobiliários como garantia.

Trata-se da segunda maior quebra bancária da história dos EUA e é a quinta entidade a falir este ano devido à escalada da inadimplência e à execução de empréstimos imobiliários, especialmente no setor das hipotecas de alto risco (subprime).

A intervenção da entidade, que em 2007 perdeu US$ 615 milhões, custará ao erário entre US$ 4 bilhões e US$ 8 bilhões, segundo cálculos da FDIC. EFE mgl/rr

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