A polícia chegou por acidente à origem da empresa que seria usada para legitimar a opção de compra das ações da VarigLog dos três sócios brasileiros - Marco Antônio Audi, Marcos Haftel e Eduardo Gallo. Tudo começou em 31 de outubro de 2007, quando policiais do Núcleo de Investigações Avançadas (NIA) do Denarc receberam uma denúncia contra o angolano João Augustinho da Costa, conhecido como Jean.

O suspeito estaria usando empresas especializadas em transporte aéreo, como a Afrocontinental Comercial e a Atlantic Star, para enviar cocaína ao exterior, passando por Angola, antes de chegar à Ásia e à Europa. A droga seria escondida em brinquedos.

Policiais foram às sedes das empresas e confirmaram que Jean era dono de duas, que faziam transporte marítimo e aéreo do Brasil para Angola. Eles decidiram ampliar a investigação e verificar a atuação das empresas desse ramo. Foi assim, relatam os investigadores, que eles identificaram outras empresas como a Palanca Negra Cargo e New Life Cargo.

Os policiais contam que receberam informações do congolês Clevix Osamo Diamen. Ele disse que as empresas transportariam para a África equipamentos agrícolas, eletrodomésticos e brinquedos, mantidos em depósitos no Brás, na região central de São Paulo. Diamen teria afirmado ter prestado serviços à New Life Cargo e à Health Translating Ltda. Quando foram à sede da última, a polícia achou uma sala fechada. O contador Salustiano do Nascimento disse ao Denarc que o lugar servia "apenas como endereço fiscal" para aproveitar incentivos em Santana do Parnaíba. Por meio da Health, a polícia chegou à VarigLog.

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