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Suspeita de evasão para bancos de Liechtenstein aumenta na Alemanha

Berlim, 2 ago (EFE).- O escândalo das evasões fiscais em massa da Alemanha para bancos de Liechtenstein se ampliou, com a descoberta de 1.

EFE |

850 contas de cidadãos alemães que desviaram quantias milionárias para o principado.

Os depósitos foram apresentados pela defesa de três processados, julgados em Rostock (Alemanha) por extorsão ao Banco Nacional de Liechtenstein (LLB), informa em sua mais recente edição a revista "Der Spielgel".

O julgamento contra estes processados, acusados de terem recebido do banco 9 milhões de euros em troca de seu silêncio, corre paralelamente à série de processos que acontecem em Bochum, no oeste da Alemanha, contra suspeitos de evasão.

Com a apresentação de comprovantes desse pagamento, que estavam em uma bolsa, a defesa pretende conseguir um atenuante para seus clientes e mostrar que o próprio banco realiza procedimentos criminosos, como pagar em troca do silêncio.

A advogada de um dos acusados, Leonora Gottschalk-Solger, explicou que em cada uma dessas contas há somas, na maioria milionárias, e que nos comprovantes - dos quais entregou as cópias - costumam constar dois titulares.

O tribunal de Rostock examinará esses documentos nas próximas semanas, e não estão previstas declarações a respeito do assunto até a próxima audiência, marcada para 25 de agosto.

Até agora, a Promotoria de Bochum tinha aberto processo contra 700 suspeitos de evasão, em um escândalo revelado depois de os serviços secretos alemães comprarem de um confidente, por 5 milhões de euros, um DVD com dados de clientes de bancos de Liechtenstein.

A série de julgamentos contra os supostos evasores foi aberto há algumas semanas, com a condenação a dois anos de liberdade vigiada a um empresário imobiliário que confessou ter desviado 7,5 milhões de euros para Liechtenstein.

O DVD continha dados bancários e nomes de centenas de supostos evasores através de fundações do paraíso fiscal, principalmente alemães, mas também de outros Estados europeus, o que derivou em investigações em outros países.

Junto com as conseqüências jurídicas para os processados, o escândalo gerou atritos políticos entre a Alemanha e Liechtenstein, ao qual a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu para impedir que se "estimule" o crime nos bancos do principado. EFE gc/wr/an

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