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Susep estima crescimento de até 15% para o mercado de seguros

SÃO PAULO - A crise financeira não deverá impedir o forte crescimento do mercado de seguros em 2009, embora a expectativa da Superintendência de Seguros Privados (Susep) seja de um crescimento entre 12% e 15% - abaixo do avanço de 18% esperado para este ano. Não há razão, apesar da crise, para não nos mantermos otimistas. O ano será de crescimento vertical, muito acima da economia nacional, frisou o titular da Susep, Armando Vergílio dos Santos, que participou do seminário Brasil: o que esperar de 2009, promovido pela Standard & Poor`s, no Rio de Janeiro.

Valor Online |

Para o presidente do conselho da administração da Mongeral, Nilton Molina, as boas expectativas para o mercado de seguros em 2009 se baseiam na baixa penetração do setor no Brasil. Segundo ele, a indústria não vive problemas de demanda no país, mesmo em tempos de crise.

"Há espaço enorme para crescimento, com ou sem crise. As empresas têm que elaborar orçamento de oportunidade e não de crise para 2009", ressaltou Molina.

Vergílio ressaltou ainda a procura das resseguradoras pelo país depois da abertura do mercado com a quebra do monopólio do IRB, que chegou ao fim este ano depois de sete décadas. Segundo ele, já há mais de 40 resseguradoras com operações no país, entre elas cinco locais e o restante dividido entre admitidas e eventuais.

O superintendente sugeriu ainda a redução de alíquotas do Imposto Sobre Serviços (ISS) para que o setor possa ter um centro, tanto de resseguros quanto de seguros, no Rio de Janeiro.

"Enfrentar uma carga tributária alta é injusta. Em várias capitais, como São Paulo, Curitiba e Goiânia houve aumento nominal de arrecadação depois da redução de alíquotas, uma vez que diversas empresas se instalaram nos municípios depois da medida", afirmou. "É possível reduzir esse imposto e aumentar a base de arrecadação", acrescentou.

A secretária de Fazenda do município do Rio, Eduarda La Rocque, que assumirá o cargo no governo do prefeito Eduardo Paes a partir do ano que vem, ponderou que não será possível reduzir as alíquotas de ISS para o setor imediatamente, embora não tenha descartado a redução no futuro.

"Não poderemos adotar medidas de redução de alíquotas no curtíssimo prazo, mas certamente essa será uma das prioridades. Estou pensando em algo como redução progressiva de alíquotas (no futuro)", destacou Eduarda.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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