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Superávit primário sobe e dívida/PIB cai pelo quinto ano seguido

BRASÍLIA - O governo fechou 2008 com resultados fiscais recordes e queda da dívida líquida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) pelo quinto ano consecutivo. A crise financeira mundial beneficiou as contas públicas com efeito positivo do retorno da desvalorização cambial sobre o endividamento.

Valor Online |

Dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC) mostram que o setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e estatais) economizou R$ 118,03 bilhões no ano, o melhor valor para o período na série histórica iniciada em 1991. O montante foi equivalente a 4,07% do PIB, acima da meta de superávit primário fixada em 3,8% do PIB.

Outro dado importante é o recuo na conta de juros para 5,59% do PIB, a menor relação desde os 4,6% do PIB referente ao ano de 1997. Em 2007, o índice ficou em 6,14% do PIB.

Como consequência desses dois bons indicadores, o resultado nominal do governo - ainda que deficitário - bateu recorde, equivalente a 1,53% do PIB (R$ 44,307 bilhões), o menor patamar da série histórica.

O endividamento líquido ficou em 36% do PIB, com alta de 1 ponto percentual sobre novembro, mas diminuição de 6 pontos sobre os 42% do PIB que a dívida líquida registrava ao fim de 2007.

A desvalorização cambial de 32% acumulada no ano contribuiu para uma redução na dívida de 3,3 pontos percentuais do PIB, segundo o BC. Em dezembro, a posição da dívida atingiu o menor patamar desde 1997, quando correspondeu a 31,1% do PIB.

"Esse esforço fiscal em todas as esferas do governo já vem de longo tempo, e tem permitido que queda acentuada na relação da dívida com o PIB, um dos indicadores da solvência do país", comentou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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