BRASÍLIA - Com economia recorde para pagamentos de juros da dívida até julho, o governo não vê dificuldades para o cumprimento da meta de superávit primário do setor público consolidado, de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, informou que os três resultados de desempenho fiscal apurados em julho são os melhores da série iniciada em 1991.

O superávit mensal de R$ 12,1 bilhões é o melhor para meses de julho assim como o acumulado no ano em R$ 98,22 bilhões, ou 6,01% do Produto Interno Bruto (PIB), é recorde para o período. O superávit acumulado em 12 meses de R$ 120,25 bilhões ou 4,38% do PIB também é o melhor para o intervalo.

Como nos anos anteriores, o que se espera é o cumprimento da meta fiscal , comentou. Já temos 4,38% do PIB nos 12 meses até julho, portanto, em linha com a meta de 4,3% do PIB para o ano , acrescentou ele.

Lopes destacou que praticamente todas as esferas do governo estão com contribuição positiva para o resultado até julho. O superávit do governo central (União, Banco Central e Previdência) foi também o melhor para o mês com R$ 7,77 bilhões assim como os governos regionais com R$ 2,84 bilhões, onde os Estados fizeram a melhor marca, com R$ 2,855 bilhões.

Em pleno período eleitoral, os resultados dos municípios e suas estatais foram negativos. As prefeituras tiveram déficit primário de R$ 8 milhões, e suas estatais ficaram com déficit de R$ 19 milhões.

Segundo o BC, o déficit previdenciário de R$ 2,17 bilhões em julho foi o menor para o mês desde julho de 2002, quando foi registrado resultado negativo de R$ 1,315 bilhão.

Chama a atenção o desempenho das estatais federais, que, nos primeiros sete meses do ano, acumularam pouco mais de um terço da meta para 2008. O superávit do período ficou em R$ 6,574 bilhões, enquanto a meta até dezembro está fixada em R$ 18,7 bilhões.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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