Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Super Receita anuncia quarta operação de caça a sonegadores fiscais

BRASÍLIA - Uma nova caça a grandes sonegadores será iniciada pela Super Receita na semana que vem. O alvo desta vez são 6.032 empresas de todos os portes e segmentos econômicos, suspeitas de omitir R$ 33,9 bilhões em receitas para não pagar cerca de R$ 8 bilhões em impostos, nos últimos cinco anos.

Valor Online |

As primeiras do grupo a receber os auditores fiscais serão 827 empresas com estimativa de R$ 1,1 bilhão em tributos sonegados, incluindo multas, juros e acréscimos legais. Na lista estão 274 empreendimentos sediados em São Paulo; 159 no Rio de Janeiro; 53 em Minas Gerais e o restante espalhados em todo o país.

A expectativa do coordenador-geral de Fiscalização, Marcelo Fisch, é de os empresários que suspeitem fazer parte da lista se antecipem e paguem os impostos devidos por meio de declarações retificadoras. A partir do momento em que a empresa recebe a visita da Super Receita, a multa sobe até a 150% do valor devido.

É a quarta operação anunciada no ano, como parte da nova estratégia fiscal de ação nacional e sincronizada de fiscalização, com base no cruzamento de dados de diversas fontes e focalizando grupos específicos de contribuintes.

Fisch informou que das três operações anteriores, 808 casos já foram encerrados com o lançamento de crédito tributário da ordem de R$ 90 milhões. Nas duas primeiras, o foco foram pessoas físicas. A terceira visou empresas suspeitas de sonegação de contribuição previdenciária.

Na operação anunciada hoje, com vistas a desencorajar novas irregularidades, segundo o técnico da Super Receita, foi descoberta a sonegação por omissão de receitas auferidas pelos contribuintes com o cruzamento de quatro fontes distintas.

No primeiro caso, 1.933 empresas deixaram de declarar ao fisco, cerca de R$ 2,9 bilhões recebidos com vendas ou prestação de serviços e pagos com cartão de crédito. As administradoras repassaram os recursos, mas as empresas não informaram na prestação de contas para recolhimento de tributos.

Outras 641 pessoas jurídicas venderam produtos ou serviços ao governo por meio de concorrências eletrônicas, mas omitiram o recebimento de R$ 1,4 bilhão. Cerca de 1,16 mil prestadoras de serviços emitiram notas fiscais no valor global de R$ 1,43 bilhão, sem a retenção obrigatória de 1,5% em impostos legais.

A última fonte foi o cruzamento pela Declaração de Informações Econômicas e Fiscais da Pessoas Jurídica (DIPJ), onde empresas vendedoras deixaram de declarar R$ 28,15 bilhões em vendas a outras empresas.

Fisch voltou a esclarecer que a partir do momento em que o auditor fiscal entra na firma suspeita, o empresário tem as seguintes alternativas: pagar, parcelar, tentar impugnar junto ao Conselho de Contribuintes ou recorrer à Justiça.

Ele reiterou que o novo estilo de divulgar a operação antes do início tem o objetivo de estimular o sonegador a fazer a retificação, porque a nossa missão maior é promover a arrecadação voluntária, afirmou.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG