São Paulo, 13 - A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) divulgou nota na qual reitera a necessidade de reversão da medida adotada pela Rússia, no final do ano passado, que reduziu a cota brasileira de exportação de carne suína àquele mercado e aumentou a tarifa extra-cota. A Abipecs espera que o governo brasileiro consiga aumentar a cota do Brasil na reunião na próxima segunda-feira, em Moscou, entre uma delegação do governo federal e autoridades russas.

A missão brasileira, integrada por Ivan Ramalho, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Célio Porto, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Carlos Marcio Cozendey, diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, e pelo embaixador em Moscou, Carlos Paranhos, terá reunião com autoridades do Ministério do Comércio.

Na nota, a Abipecs lembra que "não mais do que três semanas se passaram desde a visita ao Brasil do presidente russo Dmitri Medvedev, em novembro, e o País recebeu a notícia, em dezembro, de que a Rússia, mais uma vez, discriminou o Brasil nas importações de carne suína, reduzindo o acesso brasileiro ao seu mercado e elevando os volumes destinados aos EUA. Isso aconteceu apesar dos apelos do setor de carne suína e de aves para que o governo Lula evitasse a discriminação russa, usando a moeda de troca do apoio brasileiro ao ingresso de Moscou na Organização Mundial do Comércio (OMC)".

A Abipecs explica que com as recentes alterações promovidas pelo governo da Rússia, a cota destinada a outros países - o Brasil, embora o maior fornecedor, não possui cota própria - foi reduzida de 197 mil toneladas para 177 mil toneladas. Os russos também acabaram com a cota destinada a retalhos de carne suína, que era de 32 mil toneladas. Essa redução do acesso brasileiro foi direcionada ao aumento da cota própria dos EUA, que passou de 50 mil para 100 mil toneladas.

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