O presidente do Consórcio Energia Sustentável do Brasil, Victor Paranhos, disse hoje que se a proposta de construir a hidrelétrica de Jirau a nove quilômetros do local original não for aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o grupo vencedor do leilão, liderado pela multinacional francesa Suez, não deixará de fazer a usina, mas vai procurar outro local para construí-la. Segundo ele, no local previsto no edital ninguém faz.

"O projeto previsto no edital nem o Ibama aprova. Aquele projeto é muito ruim", disse Paranhos. O local que está previsto no edital faz parte do estudo inicial feito pela Odebrecht, em parceria com Furnas. "É justamente o consórcio liderado por essas duas empresas, derrotado no leilão de Jirau, que vem ameaçando recorrer na Justiça para questionar o proposta do consórcio vencedor de mudar o local", ressaltou Paranhos. "Se for preciso eu vou buscar um projeto melhor do que o da Odebrecht. Vou buscar uma nova opção".

Paranhos, entretanto, disse repetidas vezes, que não acredita na hipótese de a Aneel e o Ibama rejeitarem seu projeto. "A nossa alternativa é muito melhor ambientalmente, é melhor em termos de custos e também do ponto de vista da antecipação do início da geração", disse. "Nós procuramos por três meses o melhor local e não há nenhum melhor do que o nosso, do ponto de vista ambiental".

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