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Suez ameaça suspender investimentos no País

O grupo Suez, líder do consócio que venceu o leilão de concessão da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, alertou que poderá suspender futuros investimentos no País se tiver de enfrentar uma batalha judicial contra a Odebrecht em torno da construção da usina. Representantes da Odebrecht (que integra o consórcio Jirau Energia, perdedor no leilão da usina) vêm dizendo nos bastidores que deverão ir à Justiça contra a proposta do consórcio Energia Sustentável do Brasil de construir Jirau a 9 quilômetros de distância do ponto previsto na licitação.

Agência Estado |

O presidente do consórcio vencedor do leilão de Jirau, Victor Paranhos, disse que a Suez tem US$ 9 bilhões para investir no País nos próximos cinco anos e planos de participar da licitação da usina de Belo Monte, no Rio Xingu. Mas esses planos poderão ser "congelados" se houver uma "novela jurídica" em torno de Jirau.

"Como vou justificar ao conselho da empresa, na Europa, que quero fazer uma usina como Belo Monte quando estou tendo problemas com Jirau?", questionou Paranhos. Ele disse ainda que, se a Odebrecht insistir em recorrer à Justiça, o grupo Suez não fará novas parcerias com a empreiteira. As duas empresas são parceiras em projetos de usinas como a Canabrava (TO). "Não vamos cancelar contratos existentes, mas não faremos novos acordos."

O consórcio da Suez venceu ontem uma primeira batalha na guerra por Jirau. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou o resultado do leilão da usina e rejeitou recurso apresentado pelo consórcio da Odebrecht que apontava supostos problemas na documentação apresentada pelo grupo vencedor.

A mudança do local de construção da usina, no entanto, ainda terá de ser avaliada pela Aneel. Paranhos disse que entre amanhã e sexta-feira entregará à agência e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) os documentos pedindo a aprovação do novo projeto.

Com isso, a expectativa do consórcio é a de que a licença de instalação do canteiro de obras seja liberada até setembro. Se isso se confirmar, o grupo conseguirá cumprir seu objetivo de antecipar de janeiro de 2013 para dezembro de 2011 o início da produção de energia elétrica em Jirau. Segundo Paranhos, o deslocamento do local da usina reduzirá o impacto ambiental da obra e esse tipo de mudança é comum no setor elétrico.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que não trabalha com a hipótese de uma batalha judicial em torno de Jirau. Ele está conversando com representantes da Odebrecht e da Suez para evitar acirramento dos ânimos. "Não haverá atrasos nas obras por causa dessa disputa, que terá de se encerrar", afirmou. "Não posso admitir que o interesse nacional seja ferido por causa da briga entre duas empresas. Acredito que elas chegarão a um bom termo. São empresas grandes e hão de se entender." As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Gerusa Marques

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