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Sucessão no congresso tem reflexos na Anatel

A disputa pelo controle das presidências do Senado e da Câmara não influi só no jogo de poder no Congresso. Ela pesa também na disputa para uma vaga no conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Agência Estado |

Essa definição vai depender da composição política negociada em torno das presidências da Câmara e do Senado e será usada como moeda de troca nas negociações. Assim como no Congresso, a briga pela vaga da Anatel está entre o PT e o PMDB, partido do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

No governo, prevalece a seguinte ideia: se o acerto no parlamento fortalecer o PT, a vaga será ocupada pelo PMDB. Por outro lado, se os peemedebistas saírem vitoriosos no Congresso, elegendo o deputado Michel Temer (SP) para a presidência da Câmara e José Sarney (AP) ou Garibaldi Alves (RN) para o Senado, caberá ao PT indicar o conselheiro na agência reguladora.

O posto na Anatel, vago desde novembro, com a saída de Pedro Jaime Ziller, pertence originalmente ao PT - dentro da partilha do setor entre os partidos. Se o critério for mantido, o mais cotado para assumir o cargo é o economista João Rezende, chefe-de-gabinete do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Além de ser ligado politicamente a um dos ministros mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rezende tem a seu favor o fato de ter presidido a concessionária de telefonia fixa Sercomtel, de Londrina, no Paraná.

Mas se a indicação ficar a cargo do PMDB, a probabilidade é de que o escolhido seja o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente. Ele tem o apoio de Hélio Costa e do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.

Valente esteve perto de assumir uma vaga aberta em 2007, mas Costa teve de abrir mão da indicação em favor de Emília Ribeiro. Ela chegou ao cargo de conselheira com o apoio de José Sarney (PMDB-AP).

Caso Valente seja preterido novamente, ele deverá voltar à disputa em novembro deste ano, quando vence o mandato do conselheiro Plínio de Aguiar Júnior. O segundo nome de Hélio Costa para o cargo é o de seu secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins.

Outro nome que chegou a ser cotado, mas perdeu força, foi o do professor Márcio Wohlers. Ligado à Unicamp, ele foi indicado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Mas qualquer decisão, já se sabe, só será tomada depois que o cenário da sucessão no Congresso desanuviar. Como a posição oferecida na Anatel é considerada importante, ela pode facilitar a costura de um acordo político que ajude a pôr um ponto final no conflito de interesses entre PT e PMDB.

Aliados do presidente Lula avaliam que é prioritário encontrar uma solução que acomode satisfatoriamente os interesses do PMDB no processo sucessório do Congresso. O Planalto já sabe que setores peemedebistas começam a se interessar por um afastamento político gradual do atual governo, vislumbrando a possibilidade de vitória do PSDB nas eleições presidenciais de 2010.

Qualquer erro na condução desse processo pode desgastar a relação com o PMDB e servir como pretexto para o desembarque do partido da base de sustentação no Congresso. O governo quer evitar isso a qualquer preço, ainda mais agora, diante do cenário de crise econômica que ronda o País: o enfraquecimento da base tornaria mais difícil as tentativas do governo para tentar contorná-la. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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