O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, criticou hoje a oposição de alguns países a uma taxação global de instituições financeiras com vistas a prevenir futuras crises. Na sua avaliação, a taxação em apenas algumas países poderia estimular a arbitragem no sistema financeiro.

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, criticou hoje a oposição de alguns países a uma taxação global de instituições financeiras com vistas a prevenir futuras crises. Na sua avaliação, a taxação em apenas algumas países poderia estimular a arbitragem no sistema financeiro.

De acordo com Strauss-Khan, os países que tiveram problemas com suas instituições financeiras durante a crise apoiam a taxação, enquanto aqueles que não tiveram - como é o caso do Brasil - se mostram contrários. "É como se esses países assumissem que estão imunes (a problemas no futuro)", afirmou o diretor, após reunião do G-20, na sede do FMI, em Washington. O diretor geral do FMI disse que se perguntassem às economias avançadas, antes da crise, se elas eram favoráveis a regras mais rígidas e taxação maior do sistema financeiro provavelmente a resposta seria negativa.

Coordenação global

Na avaliação de Strauss-Khan, ainda que sejam colocadas regras e taxas diferentes em cada país, de acordo com a realidade de cada sistema financeiro, é essencial haver uma coordenação global. Essa coordenação, ressaltou, faz parte da quarta fase desta última crise, a da reconstrução, que se segue após as economias mundiais terem passado pelo pânico, pelas ações dos governos e pelo alívio de que o pior cenário talvez tenha sido evitado.

Strauss-Khan disse que a alta taxa de desemprego, especialmente nas economias avançadas, e os enormes déficits fiscais são problemas que passam a ter prioridade na pauta de discussões do G-20, cujo próximo encontro, dos líderes, está marcado para junho, em Toronto, no Canadá.

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