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Strauss-Kahn diz que FMI ajudará emergentes durante a crise

Washington, 13 out (EFE) - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que o órgão ajudará os países emergentes que precisarem, e lembrou que foram ativados mecanismos de emergência para responder com rapidez a situações críticas. O Fundo confirmou esta semana que disponibilizou aos países-membros suas reservas de quase US$ 250 bilhões para responder à crise financeira. A instituição desembolsaria os recursos em forma de empréstimos urgentes, com menos condições que os programas freqüentes e em questão de duas semanas. Na quarta-feira, Strauss-Kahn ativou o processo, usado pela última vez durante a crise asiática de finais dos anos 1990. Em seu discurso na sessão plenária da Assembléia Anual do FMI e do Banco Mundial (BM), que termina hoje, em Washington, o diretor do Fundo afirmou que as economias emergentes têm diferentes graus de liberdade de atuação. Além disso, destacou que alguns países poderão utilizar reservas para financiar uma queda temporária e repentina nos fluxos de capitais, e outros, explicou, deverão aumentar as taxas de juros em linha com o aumento nas gratificações de risco para frear, assim, a saída de fluxos e reforçar a confiança em suas divisas. Alguns podem precisar de ajuda e, possivelmente, uma ajuda muito substancial, disse Strauss-Kahn, que prometeu que o FMI responderá aos pedidos de colaboração. Ele ressaltou que as nações em vias de desenvolvimento já sofrem os e...

EFE |

"Porém, os Governos que puderem deveriam se preparar para abordar um pacote mais amplo de estímulo fiscal", acrescentou.

As declarações foram feitas após negociações em Washington, durante as quais os membros do Grupo dos Sete (G7, sete nações mais industrializadas) se comprometeram a utilizar todas as ferramentas necessárias para impedir a falência de grandes bancos.

O G7 é formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França.

Os membros também assegurarão que os programas de garantias de depósitos bancários sejam sólidos, tomarão medidas para que os bancos se recapitalizem com fundos públicos e privados, e atuarão para que o crédito volte a fluir e os mercados monetários funcionem.

Além disso, os 15 primeiros-ministros e presidentes da zona do euro aprovaram no domingo um plano que inclui garantias estatais para dívida a curto e médio prazo dos bancos, assim como injeções públicas de capital nas entidades.

"Este fim de semana é só o começo de um longo esforço", afirmou Strauss-Kahn.

Ele reconheceu que o mundo vive "a crise financeira mais perigosa desde a Grande Depressão" dos anos 1930, mas, mesmo assim, disse crer que as conseqüências econômicas não serão similares, já que os Governos estão atuando de forma conjunta e com criatividade para lidar com os atuais problemas. EFE tb/db

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