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Stephanes: tradings devem ser mais responsáveis com crédito

Brasília, 29 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez hoje uma crítica às tradings que tradicionalmente financiam a produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste, mas que este ano deixaram de oferecer recursos para o plantio da safra de grãos 2008/09. O ministro cobrou mais responsabilidade das tradings e disse que essas empresas abandonaram a agricultura brasileira este ano.

Agência Estado |

"Nesse momento de crise, as tradings se retiraram do financiamento e não mantiveram as posições que elas mantinham nos bons momentos da agricultura", afirmou o ministro ao participar da instalação da Câmara Setorial da Soja, em Brasília.

Stephanes ressaltou que a agricultura brasileira cresceu nos últimos anos e que novas projeções indicam que o mesmo ocorrerá nos próximos anos. Ele garantiu que o cenário é de otimismo para o agronegócio brasileiro, numa avaliação que considera os estoques mundiais de grãos e os níveis de produção e consumo. "O cenário não é tão pessimista como muitos imaginam".

O ministro disse ainda que o governo está atento à realidade dos agricultores. Afirmou que deve se reunir nos próximos dias com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar de medida de apoio ao setor. Stephanes salientou que as medidas anunciadas até agora resolvem o problema de liquidez do setor, mas admitiu que a maior dificuldade no momento está no Centro-Oeste. Segundo ele, há preocupações com o plantio das lavouras de algodão na Região Centro-Oeste e também com o cultivo de milho safrinha no Centro-Oeste e em outras regiões do País.

Legislação Ambiental

Durante o evento, o ministro foi questionado sobre a legislação ambiental. Segundo Stephanes, haverá uma reunião com representantes do Ministério do Meio Ambiente, no dia 11 de novembro, para avaliar as política ambientais. Ele disse que a partir dessa reunião será formado um grupo de trabalho para desenvolver uma política que concilie a produção e a preservação ambiental.

Stephanes revelou que um estudo feito pelo Ministério da Agricultura mostra que 67% do território nacional está "congelado" pela regras ambientais existentes, porcentual que considera não só áreas de agricultura, mas também outras atividades, como indústria.

Fertilizantes

O ministro comentou sobre os custos de produção da atividade agrícola. Disse que até o fim do ano o governo apresentará um conjunto de metas e ações para garantir o abastecimento interno de fertilizantes. Stephanes reafirmou que é possível atingir a auto-suficiência em nitrogenados, fosfato e potássio. Aproveitou para criticar os governo anteriores. "Esse assunto deveria ter começado a ser avaliado há 15 anos. Por que não foi tratado antes?", questionou Stephanes.

Ele considerou que existe uma reserva estratégica no Amapá e que um decreto publicado há 30 anos classifica a área nessa condição. Segundo ele, ninguém sabe explicar no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) porque a área recebeu essa classificação e não está sendo explorada.

Zoneamento da Cana

Stephanes também foi questionado pelos representantes do setor agrícola sobre o zoneamento da cana-de-açúcar. Ele informou que o zoneamento está pronto e que ainda não foi anunciado porque depende de algumas decisões finais. O ministro acrescentou que, para evitar questionamento internacional, o governo vai limitar o plantio de cana-de-açúcar no bioma amazônico e só permitirá a presença de canaviais e usinas que já estão em funcionamento. "Não será permitida a produção em novas áreas ou instalação de novas usinas", sentenciou.

O ministro classificou a cana na Amazônia como questão "emblemática", e que se o governo autorizasse o plantio poderia haver restrição de mercado, como é o caso do mercado europeu. Ele concluiu que uma forma de compensação virá por meio de um programa de incentivo à produção de biodiesel, a partir do óleo de palma.

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