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Brasília, 11 - O pinhão manso será a matéria-prima do futuro para o biodiesel, na avaliação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que participou hoje da abertura do 1º Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão Manso, realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Brasília Alvorada Hotel. Segundo ele, essa possibilidade vem sendo confirmada pelas pesquisas realizadas pela Embrapa.

O ministro destacou como ponto positivo da oleaginosa o fato de haver possibilidade de produção da palma em todas as regiões do Brasil.

Apesar de salientar a alta produtividade, o ministro admitiu que se trata de uma planta não domesticada e que é preciso avançar nas pesquisas, principalmente de combate às doenças e praga que a afetam. Stephanes acredita que a tecnologia para tal fim estará completamente disponível no período de 6 a 8 anos.

O ministro garantiu que a questão do pinhão manso é tratada como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disse, ainda, que há o compromisso do governo de não faltar recursos para realizar pesquisas no desenvolvimento do produto.

Etanol

Stephanes afirmou também que o governo está monitorando de perto o comportamento dos preços e do abastecimento de álcool no País, mas garantiu que a possibilidade de redução da mistura de etanol anidro na gasolina não está em discussão neste momento. Esta semana, tanto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) quanto o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informaram que o governo estuda essa possibilidade.

A expectativa é a de que o porcentual de álcool na gasolina caia dos atuais 25% para até 20%. "Estamos passando por um pequeno problema neste momento, mas que não prejudica o abastecimento", considerou Stephanes. "Não vemos perigo de desabastecimento, mas se o desequilíbrio entre oferta e demanda continuar, poderemos mexer no mix mais para a frente", disse, salientando que em várias regiões do País a colheita de cana está em plena safra. O ministro acrescentou que a percepção atual do governo é a de que a produção e o mercado se regularão nos próximos meses.

Código Florestal

O ministro afirmou ainda que a decisão do governo a respeito do Código Florestal ainda está em aberto. "Devemos ter outra reunião sobre o assunto dentro de 10 a 15 dias", disse ele a jornalistas. A partir do dia 11 de dezembro, começam a valer as sanções para os produtores rurais que estiverem em desconformidade com a lei. Stephanes voltou a declarar que está praticamente descartada a possibilidade de prorrogação do decreto presidencial por mais seis meses para a entrada em vigor do início das sanções.

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