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Stephanes diz que não quer mais opinar sobre Doha

Depois de ter dito, na semana passada, que a Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), não servirá para nada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, evitou fazer análises mais profundas hoje sobre as negociações que acontecem em Genebra. Eu não quero mais opinar sobre isso porque tem um ministro tratando disso, afirmou, referindo-se ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Agência Estado |

Stephanes justificou a decisão de não comentar mais o assunto observando que "o Ministério da Agricultura tem representação lá" - uma referência ao secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, que acompanha, em Genebra, as discussões na OMC. Stephanes deu rápida entrevista após participar, em Brasília, do início das comemorações dos 148 anos do Ministério da Agricultura.

A uma pergunta sobre a possibilidade de representarem um avanço as mais recentes movimentações dos negociadores em Genebra, o ministro disse apenas: "Vamos esperar mais dois dias".

Stephanes concordou, no entanto, com a avaliação de que o fim dos subsídios beneficiaria o Brasil. "O que se espera é a liberalização do comércio internacional em relação à agricultura, o que trará vantagens ao Brasil, que é um país altamente competitivo em termos de custo de produção", afirmou. "Nós temos alta produtividade, produção e capacidade de competir. Evidentemente, se outros países, como Estados Unidos e União Européia, impõem barreiras aos nossos produtos, subsidiam seus produtores internos, além de eles dificultarem a eficiência dos países produtores, inclusive de outros países que poderiam participar bem desse mercado, o Brasil também é prejudicado", afirmou.

Ele também disse que um acordo envolvendo o comércio de etanol, como oferecido pela União Européia ao Brasil, é bom, mas lembrou que é preciso colocá-lo em prática. O ministro da Agricultura lembrou que o custo de produção do etanol na Europa é três vezes superior ao brasileiro. Nos Estados Unidos, é o dobro. "A retirada de barreiras facilitaria muito para o Brasil, mas evidentemente o que a gente observa é que esses países não estão muito dispostos a diminuir as barreiras", afirmou. Ele disse também que é preciso avaliar as propostas que estão sendo oferecidas pelos países ricos. "Agora precisamos ver qual é o grau de exigência que esses países vão fazer em termos de concessão. Isso precisa ser pesado".

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