Berlim, 16 set (EFE).- O ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, descartou hoje que a Alemanha passe por um risco de recessão, apesar dos efeitos da crise financeira mundial gerada pela falência do banco americano Lehmann Brothers.

"Apesar de a crise financeira ser o maior risco conjuntural para a economia alemã, considero que seus possíveis efeitos serão limitados para nós", disse hoje Steinbrück durante o primeiro debate sobre os orçamentos no Parlamento.

Steinbrück sustentou que tudo indica que as posições financeiras dos bancos alemães com o Lehman Brothers são limitadas e que os efeitos da falência podem ser "digeridos" pelo mercado.

"Não há razão para imaginar uma catástrofe", disse Steinbrück, que lembrou que o Governo mantém para este ano a previsão de crescimento de entre 1,7% e 1,8%.

O ministro alemão sustentou que não há nada que indique uma crise no sistema bancário alemão, e que este demonstrou ser muito mais sólido que o americano.

Além disso, afirmou que, embora possa ocorrer em 2009 uma desaceleração da economia, isso não justifica que se fale sobre um risco de recessão, como fez parte da imprensa local, e lembrou como exemplo para sua tese a evolução positiva do mercado de trabalho.

"Estamos em uma fase de desaceleração, há riscos procedentes do panorama internacional. Mas uma economia com uma situação positiva no mercado de trabalho não está em recessão", disse o ministro. EFE rz/mh

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