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Stanley Fischer defende atuação mais dura de BCs contra inflação

RIO - O economista Stanley Fischer, presidente do Bank of Israel (o Banco Central de Israel), defendeu hoje uma atuação dura dos bancos centrais com o objetivo de trazer as taxas de inflação para perto dos centros das metas e criticou o discurso de que um pouco mais de inflação vale a pena para garantir taxas de crescimento mais altas. Apesar de tudo que aprendemos sobre hiperinflação, que foi estabilizada com muito esforço, como no caso do Brasil, sempre que a inflação aumenta, muitas vozes dizem: qual a diferença, mais 1%? Por isso que chegamos à hiperinflação, afirmou Fischer, que participou do Xº Seminário de Metas de Inflação, organizado pelo Banco Central (BC), em sua sede no Rio de Janeiro.

Valor Online |

Fischer chegou a defender, durante sua palestra, que a perseguição das metas de inflação pelos bancos centrais fosse definida em lei, de forma a evitar pressões políticas em prol de um crescimento à custa de inflação mais alta.

O economista reconheceu ainda que diversos países estão com a meta em 12 meses estourada, mas reconheceu ser formalmente impossível trazer essas taxas para o centro das metas no curto prazo. Pedir que todos voltem à meta em um mês é convidar para instabilidade. Esse horizonte depende de choques externos e do mecanismo de transferência da política econômica para a economia, disse ele.

Segundo Fischer, esse horizonte na Inglaterra é de cerca de dois anos, enquanto que em Israel, fica em torno de um ano. Para ele, no Brasil, o efeito da política monetária sobre a trajetória de inflação fica entre o intervalo desses dois países.

Fischer debateu ainda a forma como as metas de inflação são perseguidas. Ele se diz admirador da idéia de faixas de variação - como a utilizada pelo Brasil, onde o centro é de 4,5%, com uma banda de dois pontos percentuais para cima ou para baixo - porque segundo ele, esse processo aumenta a liberdade de atuação dentro da economia do país. Por outro lado, ele confessou que, em alguns casos, os bancos centrais tendem a considerar o centro da meta como alvo. Acho que isso não foi resolvido, frisou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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