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Standard Poor s reduz qualificação da dívida soberana argentina

Nova York, 31 out (EFE) - A Standard & Poors (S&P) rebaixou hoje as qualificações à dívida soberana da Argentina devido à crescente preocupação gerada pela deterioração no ambiente político e econômico do país, assim como por seu impacto no Fisco.

EFE |

"Espera-se que, em 2009, a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) diminua fortemente frente aos 6% esperados para 2008, dada uma combinação de alterações negativas tanto externas quanto internas", explicou a agência americana de qualificação em comunicado.

Concretamente, a S&P reduziu de B para B- a qualificação da dívida de longo prazo em moeda local e estrangeira da Argentina, e de B para C a de curto prazo, enquanto manteve estável sua previsão de tendência futura.

Além disso, cortou a avaliação de transferência e convertibilidade para B+ a partir do BB- anterior e manteve a classificação de risco de recuperação em quatro sobre as emissões de bônus do país.

Quanto aos fatores externos que a agência acredita que afetarão o crescimento econômico argentino, a S&P destaca o enfraquecimento da economia mundial, que "incidirá negativamente sobre os preços das matérias-primas agrícolas, cujas exportações contribuem à solidez das contas fiscais e externas".

No âmbito interno, destacou que "a surpreendente iniciativa de transferir novamente ao Estado o sistema privado de previdência afetou o mercado financeiro local e impactou no nível de confiança geral".

A agência disse que, apesar de os depósitos públicos fornecerem certa proteção para os próximos 12 meses, o Governo deve enfrentar amortizações no valor de US$ 12 bilhões, o que representa cerca de 4% do PIB.

Destas amortizações, 30% correspondem a pagamentos de empréstimos garantidos.

A S&P justificou a qualificação de estável para a tendência futura dizendo que considerou tanto a margem de financiamento com que conta o Executivo quanto os riscos nos próximos dois anos para "fechar sua brecha de financiamento em um contexto de desaceleração econômica e, potencialmente, crescentes pressões políticas".

Qualquer desvio fiscal significativo complicaria o programa de financiamento do Governo e, portanto, poderia causar um rebaixamento da qualificação, advertiu S&P. EFE mgl/db

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