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SP tem que pensar no País , diz secretário da Bahia

O secretário da Fazenda da Bahia, Carlos Martins, afirmou hoje que o Estado de São Paulo precisa começar a pensar no País como um todo, em vez de defender seus próprios interesses. A declaração foi dada em resposta às críticas do secretário da Fazenda paulista, Mauro Ricardo Costa, à proposta de reforma tributária.

Agência Estado |

"São Paulo se acostumou a só pensar em seus interesses e precisa a começar a pensar no País como um todo", disse. "Não dá para São Paulo produzir de algodão a combustível nuclear e deixar o Nordeste com o Bolsa Família."

De acordo com Martins, o entendimento do governo baiano, do petista Jaques Wagner, é que a reforma tributária proposta "não é a dos sonhos, mas a possível dentro da conjuntura atual" do País. "O ideal seria a criação de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) único para todo o Brasil, mas os Estados não abrem mão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), o que também faz sentido", afirmou.

"O mais importante é que a proposta simplifica o sistema tributário e reduz custos, propiciando às empresas mais investimentos, que é o que a gente precisa neste momento de crise para continuar crescendo." O governo de São Paulo declarou guerra contra o relatório do deputado Sandro Mabel (PR-GO) para a reforma tributária. Segundo o secretário do governo José Serra (PSDB), "o que o relatório propõe é a destruição da indústria paulista.

Sobre a possibilidade de benefícios fiscais poderem ser oferecidos por regiões brasileiras - desde que nenhum Estado dessa região seja contrário -, prevista na proposta, Martins fez outra análise. "Foi exatamente por causa da concentração da produção no Sul e no Sudeste que os outros Estados começaram a promover a guerra fiscal."

Ainda sobre as declarações de Costa, Martins considerou que as críticas estão sendo feitas sob "ângulo político". "A proposta é praticamente a mesma que vem sendo deliberada há 15 anos, com poucas alterações estruturais", afirmou.

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