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SP libera R$ 4 bi para venda de carros

O governo de São Paulo liberou ontem, por meio da Nossa Caixa, R$ 4 bilhões para os bancos das montadoras financiarem a compra de veículos aos consumidores. Em menos de uma semana, o setor recebeu R$ 8 bilhões para garantir as vendas de veículos.

Agência Estado |

Em outubro, o mercado de carros novos caiu 11% em relação a setembro, desencadeando uma onda de anúncios de férias coletivas e redução de produção nas fábricas.

Na quarta-feira, o Banco do Brasil, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já havia criado uma linha especial de crédito de R$ 4 bilhões para o setor. Ao justificar o anúncio ontem, o governador José Serra ressaltou a importância da cadeia automotiva no Estado, responsável por quase 45% da produção total de veículos e por 60% dos 1,5 milhão de empregos gerados no setor.

"Estamos somando esforços com o governo federal no sentido de fornecer crédito para manter o nível de emprego", disse Serra. Segundo ele, o protocolo assinado com as montadoras estabelece compromisso de esforços para a manutenção de postos de trabalho.

Segundo o presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, os 15 bancos e financeiras ligados às montadoras terão até 18 meses para pagar os empréstimos, a juros de mercado. É a primeira vez que a instituição realiza operação de socorro ao setor automotivo.

A Nossa Caixa terá como garantia os recebíveis de empréstimos para a compra de veículos originados pelos bancos das montadoras. Serra afirmou que o programa não se limita a São Paulo, pois se estende às financeiras de todos as montadoras, inclusive de outros Estados.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, acredita que os R$ 8 bilhões injetados pelo BB e Nossa Caixa podem ajudar a reverter, ainda este mês, a retração de vendas verificada nas últimas semanas. Até o dia 10, os negócios caíram 20% em relação ao mesmo período de outubro, que já foi um mês ruim de vendas.

Montadoras e revendas têm em seus pátios estoques de quase 300 mil veículos, suficientes para mais de um mês de vendas. Quadro semelhante se verifica no segmento de carros usados. "Acreditamos que até o fim do mês poderemos retomar as mesmas condições de crédito disponíveis em setembro", disse Schneider.

A queda nas vendas ocorreu principalmente por causa da restrição de financiamento, com juros mais altos, prazos mais longos e exigência de porcentuais maiores como valor de entrada. Em média, cerca de 70% das vendas de veículos no País são financiadas.

A Anfavea mantém projeção de vendas de 3 milhões de veículos neste ano, um aumento de 24% na comparação com 2007. Para 2009, o cenário mais positivo indica crescimento de um dígito, mas entre as fabricantes há quem considere que um empate com este ano já será bem razoável.

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