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SP lança campanha de comunicação de combate ao greening

Ribeirão Preto, SP, 08 - Com investimentos de mais de R$ 2 milhões, o governo do Estado de São Paulo inicia esta semana a campanha de comunicação para conscientização do produtor no combate ao greening nas principais regiões produtoras de citros. O Estado é o maior produtor mundial de laranja, com 691,26 mil hectares cultivados e uma produção estimada de 368 milhões de caixas de 40,8 quilos, mas seus pomares sofrem com a doença, considerada a pior da citricultura mundial, presente em propriedades de 190 municípios.

Agência Estado |

"Não tem quebra galho, tem que arrancar" é o tema da campanha de mídia com anúncios nas televisões e rádios das áreas citricolas, assim como outdoors e painéis nos municípios com grande incidência da doença. A frase é uma referência à obrigatoriedade de o produtor erradicar as árvores contaminadas com a doença, a principal forma de controle da praga, como prevê a Instrução Normativa 32, do Ministério da Agricultura.

Além da erradicação, o produtor é o responsável pela inspeção dos pomares, informando a cada seis meses, em relatórios entregues à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), sobre o trabalho realizado.

A ação do governo paulista contra o greening inclui seminários regionais organizados pela Secretaria de Agricultura por meio dos seus órgãos de extensão e defesa agropecuária, em parceria com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Os eventos serão compostos de palestras técnicas e demonstrações da importância da erradicação da planta doente e a lista com os locais, dias e horários estará disponível no site www.agricultura.sp.gov.br.

Combate

"O empenho do governo é para que o citricultor arranque as plantas contaminadas. Hoje, temos cerca de três milhões de plantas cuja doença não respeita propriedade, se espalha rapidamente e traz enormes prejuízos econômicos", afirma o secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio. Segundo ele, o investimento do Estado no combate à doença também inclui fiscalizações, mobilizações dos técnicos de extensão e a organização de todo o trabalho de informação.

Relatado no Brasil há mais de quatro anos, o greening é incurável, atinge todas as variedades cítricas e mata as plantas. A doença decorre da ação da Candidatus Liberibacter ou ainda de um fitoplasma recém-descoberto. A Candidatus Liberibacter é transmitida por um inseto vetor chamado Diaphorina Citri e o fitoplasma pode ser transmitido por outros tipos de insetos. Os primeiros sintomas são os ramos amarelados e mosqueados nas plantas, seguidos de frutos assimétricos.

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