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SP deve superar 50% da área colhida de cana sem queima

Ribeirão Preto, SP, 13 - Pela primeira vez na história da indústria sucroalcooleira, mais da metade da área de cana-de-açúcar do Estado de São Paulo será colhida sem a queima da palha, necessária para o corte manual. De acordo com os dados preliminares do programa Etanol Verde, da Secretaria do Meio Ambiente paulista, a área colhida por meio de máquinas saiu de 34% na safra 2006/2007, para 46% em 2007/2008 e vai superar 50% em 2008/2009.

Agência Estado |

"O número de comunicações de queima obrigatórias para que haja a prática na cana ficou bem aquém do que foi no ano passado e vamos superar os 50% de área colhida sem a prática", disse Ricardo Viegas, gerente do programa. São Paulo tem cerca de 4,2 milhões de hectares colhidos com cana anualmente e o protocolo agroambiental do setor sucroalcooleiro prevê, que ao final da safra 2010/2011, ou seja, daqui a duas colheitas, o porcentual de cana colhida crua chegue a 70%. "Só esperamos que a crise não prejudique essas metas futuras", disse Viegas.

Até agora, 150 unidades sucroalcoooleiras e 23 associações de produtores já assinaram o protocolo, que prevê uma série de diretrizes a serem seguidas. A primeira aponta, além do porcentual de 70% de cana colhida mecanicamente em área mecanizáveis, que a eliminação da queima da palha da cana seja total nessas regiões até 2014. Pela atual legislação, a queima pode ser feita nessas áreas até 2021.

Já a segunda diretriz prevê a antecipação do fim da queima em áreas não-mecanizáveis de 2031 para 2017, com 30% já eliminada em 2010. O documento lista ainda outras oito normas previstas no protocolo, entre elas a proibição de queima de cana em áreas novas de cultivo desde novembro do ano passado, a recuperação da vegetação no entorno de nascentes de água em propriedades canavieiras e a implementação de projetos de conservação.

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